Em teoria, eu venho cuidar dela, mas é sempre ela quem cuida de mim.

Agora, a mulher que tudo sabe da história da nossa vida, precisa de cuidados 24 horas, não se comunica mais com eloquência, mas eu vivi até ali sendo cuidada, entendida, acolhida, comunicada, aconselhada e formatada por ela. (…) E assim sigo, mamãe, sendo cuidada por você até o final da minha vida!

Tarefas escolares

Enfim, por mais que nós pais, às vezes, precisamos abdicar de algumas coisas, seja lazer, estudo ou outro trabalho, para se ter esse momento de estudo com os filhos, eu os considero importante e necessário. A escola não consegue desenvolver todo o trabalho de ensinar sozinha. E é uma excelente oportunidade de conhecer e saber ainda mais das vivências dos nossos filhos.

Aleitamento materno: sim! Fora o preconceito!

Sou totalmente favorável ao aleitamento materno, inclusive ao exclusivo até os seis meses de vida, quando possível; contudo, entendo que esta é uma decisão da mãe, que não deve sentir-se culpada caso não consiga amamentar. Costumo dizer para outras mães: “siga seu coração e seja feliz com sua criança,

Um Grito de Desabafo

Estou cansada de sempre sentir culpa, de ter que suprir tudo que é básico para o filho, cuidar da casa, cumprir minhas responsabilidades no meu trabalho e ainda ter que estar linda com cabelos brilhantes, pele sedosa, unhas impecáveis. (…) essa carta é um desabafo! (…) Eu só precisava reclamar livremente sem que minha vida fosse resumida a isso. Estou só reclamando daquilo que não mostram na rede social, mas que existe sim!

Realização é individual

Não é fácil olhar para a relação mãe-filha. Tem muitos sentimentos envolvidos. Fortes, intensos, ambíguos, confusos… (…)E assim eu sigo aprendendo a respeitar, identificar, reconhecer e transformar as relações entre mães e filhas da minha linhagem na intenção de promover a sua continuação.

Amor em construção

Quando a gravidez estava avançada, para lá do 7 mês, uma amiga me disse algo que achei muito estranho. Ela alertou que o famoso, gigante, estupendo “amor de mãe” não nasce na gravidez nem no parto. Ele é uma construção, um amor progressivo que aumenta a cada dia. (…)Isso me assombrou. Porque naquele instante, jurava que já tinha muito amor pelo meu filho.

É parte de mim!

“Ele virou a cada dia mais parte de mim na aparência, em detalhes no corpo que eu tenho, e ele também tem igual, na motivação que tenho a cada dia que estou com ele. Quando ele tinha 1,2 anos começamos a perceber que ele não se comunicava e tinha muito foco em coisas pedagógicas e com isso buscamos entender para tentar ajudar. Descobrimos que ele tinha muitas características de pessoas com autismo.

Depressão

Sempre sonhei em ser mãe. (…) Sete dias depois do nascimento do meu filho, fui diagnosticada com depressão pós-parto. (…) Nunca procurei ajuda, apesar do médico sempre insistir que eu deveria, que eu precisava. Deus sempre foi meu remédio, (…) mas 7 anos depois, ainda me sinto perdida. (…) Quero dar um basta, e sei que só depende de mim. Trata-se de um longo caminho, mas tenho fé de que vai valer a pena… Se você passou ou está passando por isso, receba meu carinho e admiração, você nunca esteve, nunca estará só.