Sou totalmente favorável ao aleitamento materno, inclusive ao exclusivo até os seis meses de vida, quando possível; contudo, entendo que esta é uma decisão da mãe, que não deve sentir-se culpada caso não consiga amamentar. Costumo dizer para outras mães: “siga seu coração e seja feliz com sua criança,
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Um Grito de Desabafo
Estou cansada de sempre sentir culpa, de ter que suprir tudo que é básico para o filho, cuidar da casa, cumprir minhas responsabilidades no meu trabalho e ainda ter que estar linda com cabelos brilhantes, pele sedosa, unhas impecáveis. (…) essa carta é um desabafo! (…) Eu só precisava reclamar livremente sem que minha vida fosse resumida a isso. Estou só reclamando daquilo que não mostram na rede social, mas que existe sim!
Realização é individual
Não é fácil olhar para a relação mãe-filha. Tem muitos sentimentos envolvidos. Fortes, intensos, ambíguos, confusos… (…)E assim eu sigo aprendendo a respeitar, identificar, reconhecer e transformar as relações entre mães e filhas da minha linhagem na intenção de promover a sua continuação.
Importância do acolhimento
“Então me pego pensando, o que fazer com esse meu medo? O que fazer com essa sensação de incapacidade, aliada a responsabilidade de ser mãe? Bom, o que fiz foi mesmo assumir minha fragilidade, minha vulnerabilidade. Falei para elas do meu medo e expliquei que eu acredito. Eu disse a elas que as pessoas não querem a morte, mas sim, se livrar da dor. E que não existe diferença de dor, dor é dor e precisa ser tratada e o primeiro passo é o compartilhamento.
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Amor em construção
Quando a gravidez estava avançada, para lá do 7 mês, uma amiga me disse algo que achei muito estranho. Ela alertou que o famoso, gigante, estupendo “amor de mãe” não nasce na gravidez nem no parto. Ele é uma construção, um amor progressivo que aumenta a cada dia. (…)Isso me assombrou. Porque naquele instante, jurava que já tinha muito amor pelo meu filho.
Adolescentes precisam de espaço
“De repente, a mensagem de que ela já não era mais criança foi passada e acredito que ela acabou assumindo esse papel. E sim, funcionou. Ela passou a assumir uma série de responsabilidades. Mas também teve um preço, ela foi se afastando, gradualmente… Foi se afastando e eu na rotina, no automático, não percebia e, no fundo, estava feliz com o resultado.
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É parte de mim!
“Ele virou a cada dia mais parte de mim na aparência, em detalhes no corpo que eu tenho, e ele também tem igual, na motivação que tenho a cada dia que estou com ele. Quando ele tinha 1,2 anos começamos a perceber que ele não se comunicava e tinha muito foco em coisas pedagógicas e com isso buscamos entender para tentar ajudar. Descobrimos que ele tinha muitas características de pessoas com autismo.
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Depressão
Sempre sonhei em ser mãe. (…) Sete dias depois do nascimento do meu filho, fui diagnosticada com depressão pós-parto. (…) Nunca procurei ajuda, apesar do médico sempre insistir que eu deveria, que eu precisava. Deus sempre foi meu remédio, (…) mas 7 anos depois, ainda me sinto perdida. (…) Quero dar um basta, e sei que só depende de mim. Trata-se de um longo caminho, mas tenho fé de que vai valer a pena… Se você passou ou está passando por isso, receba meu carinho e admiração, você nunca esteve, nunca estará só.
Presente de Deus
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Sempre fui muito focada em ter minha independência financeira. Me formei, fui trabalhar, tive muitas oportunidades para aprender, viajar. Casamento, filhos eram requisitos que algum momento eu pensaria, mas não eram minha prioridade. (…) sou muito grata por ter nossa filha, por aprender a cada dia e por me descobrir mãe.”
Força de um momento
“Em uma das mesas, havia uma mãe com um bebê de uns quatro meses. Logo que chegou o pedido da mãe, o bebê começou a chorar (é sempre assim). Ela mudava o bebê de posição, tentava comer de diversas maneiras e o desconforto era explícito. A única coisa que pensei foi ir até eles e me oferecer para segurar o bebê enquanto ela comia, mas fiquei um pouco constrangida, porque, afinal, estamos num resquício de tempos pandêmicos
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