Amor em construção

Quando a gravidez estava avançada, para lá do 7 mês, uma amiga me disse algo que achei muito estranho. Ela alertou que o famoso, gigante, estupendo “amor de mãe” não nasce na gravidez nem no parto. Ele é uma construção, um amor progressivo que aumenta a cada dia. (…)Isso me assombrou. Porque naquele instante, jurava que já tinha muito amor pelo meu filho.

É parte de mim!

“Ele virou a cada dia mais parte de mim na aparência, em detalhes no corpo que eu tenho, e ele também tem igual, na motivação que tenho a cada dia que estou com ele. Quando ele tinha 1,2 anos começamos a perceber que ele não se comunicava e tinha muito foco em coisas pedagógicas e com isso buscamos entender para tentar ajudar. Descobrimos que ele tinha muitas características de pessoas com autismo.

Depressão

Sempre sonhei em ser mãe. (…) Sete dias depois do nascimento do meu filho, fui diagnosticada com depressão pós-parto. (…) Nunca procurei ajuda, apesar do médico sempre insistir que eu deveria, que eu precisava. Deus sempre foi meu remédio, (…) mas 7 anos depois, ainda me sinto perdida. (…) Quero dar um basta, e sei que só depende de mim. Trata-se de um longo caminho, mas tenho fé de que vai valer a pena… Se você passou ou está passando por isso, receba meu carinho e admiração, você nunca esteve, nunca estará só.

Presente de Deus


Sempre fui muito focada em ter minha independência financeira. Me formei, fui trabalhar, tive muitas oportunidades para aprender, viajar. Casamento, filhos eram requisitos que algum momento eu pensaria, mas não eram minha prioridade. (…) sou muito grata por ter nossa filha, por aprender a cada dia e por me descobrir mãe.”

Força de um momento

“Em uma das mesas, havia uma mãe com um bebê de uns quatro meses. Logo que chegou o pedido da mãe, o bebê começou a chorar (é sempre assim). Ela mudava o bebê de posição, tentava comer de diversas maneiras e o desconforto era explícito. A única coisa que pensei foi ir até eles e me oferecer para segurar o bebê enquanto ela comia, mas fiquei um pouco constrangida, porque, afinal, estamos num resquício de tempos pandêmicos

Filho não tem idade…

“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?

Um filho adicto

“Assim, fui descobrindo na bebida alcoólica o prazer para anestesiar toda aquela cobrança e consequentemente meu comportamento estava mudando, o que foi gerando ainda mais atrito na família. Sem saber estava trazendo à luz um grande problema familiar – o alcoolismo. (…)Assim fui crescendo, tropeçando, criando conflitos e por fim fui apresentado as drogas ilícitas por amigos.