Os problemas da vida e a maternidade

Com o coração apertadinho por tomar para mim problemas que não são meus. Problemas que a razão sabe que não são, mas que o coração sente que são. (…) Pensando na minha maternidade, e de tantas outras mães, talvez um convite ao exercício do desapego à necessidade de controle. E de respeito às decisões alheias…

Uma mãe e madrasta em construção

Após decidir recomeçar a minha vida e fazer as pazes com o meu passado, a vida me apresentou um novo desafio, casar pela segunda vez!(…) Hoje eu cuido e zelo pela minha família bem de pertinho, está sendo um processo de construção, a cada novo dia, uma nova história a ser escrita.

Tornando o imprevisto, em mola de desenvolvimento

Quando do nascimento de um bebê, que traz consigo o desafio de questões inesperadas, onde buscar força e modelo para se entender mãe, quando a demanda é desorganizadora? (…) A busca em solucionar o problema é tamanha, como se assim fosse possível diminuir a dor da perda do bebê imaginado, do bebê idealizado e desejado.

A dor da separação e seu recomeço 

“Viver a experiência da maternidade estava sendo uma descoberta sobrenatural, a qual me oportunizou explorar a magnitude de me tornar mãe e viver plenamente a maternagem.
Em contrapartida, eu negligenciava o desgaste do meu relacionamento conjugal, após o nascimento da nossa filha, houve tentativas de restaurar o casamento, porém o cansaço me abateu. Foi quando se esgotaram as minhas forças e eu cheguei à conclusão de encarar o divórcio.”

Ensinando e aprendendo sobre fé

“No dicionário, a palavra fé significa confiança absoluta em alguém ou algo, e foi essa transformação que vivi durante esses meses, todas as noites, rezando no quarto com meus filhos antes de dormir. Acho que não teríamos nos empenhado tanto em realizar o sonho de mudar para uma casa se não fosse pela fé das crianças.
Agora sempre que queremos conquistar algo, viajar para algum lugar, ou até comprar uma bicicleta nova, as crianças já começam logo com as orações na certeza que “Papai do Céu sempre atende”.”

Quinze Anos

“À primeira vista parece que lhe ofereço uma carta de alforria. Acho meio grosseiro o termo, afinal, não a mantive como cativa à revelia de meus caprichos e ordens. Penso ter sido uma orientadora para lhe indicar o “norte” e espero tê-la sido, afinal, um “pássaro”, não prende o outro.
Contudo, acho que será esta a sua sensação: a de liberdade.
Se vale ainda uma observação, nossos maiores “voos”, na maioria das vezes, o fazemos sem, nem mesmo, sair do lugar. Desta liberdade somos donos e senhores e, mesmo traz as grades, ninguém pode nos arrancar”