“Ser mãe, é antes de tudo, respirar, relaxar, reestabelecer o equilíbrio em corda bamba. É renascer. Ressurreição, ressurgir.
Relendo e resumindo o livro “O poder do agora” Eckhart Tolle, me abrindo ao reviver, reflorescer. Filhos crescidos. Responsáveis. Restauro-me”
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Incentivando o diálogo
“Se tem algo desafiador é o tal da comunicação, né? E essa dificuldade não é só com adolescentes, acho que é uma dificuldade relacional. Mas também acredito que é a chave do sucesso, por isso me dedico a esse tema.
E acredito que esse desafio se potencializa ainda mais quando se trata da relação das minhas filhas adolescentes comigo. (…) tenho uma curiosidade genuína de saber das coisas e de conhecê-las nesta transformação que elas estão vivenciando. E essa força interna, me dá energia para aprender e buscar a cada dia novas maneiras. E quer saber, me encanto muito nesse processo.
E aprendo tanto sobre mim.”
Resgatando relações
”
Vamos vivendo, com nossas peculiaridades e diferenças. Ela crescendo e eu também, mas nossa relação era bem difícil.
Eu sempre tentava me aproximar mais dela, mas nem sempre era bem recebida. (…) resolvi convidá-la para uma viagem. Só nós duas. Estávamos ambas com receio pois nossa intimidade era precária… (…) Foi ótimo, e assim fomos nos aproximando lentamente: ela já era mulher feita, abriu a guarda e pude ter lugar na vida dela”
Aprendendo a olhar minhas filhas
“Eu acredito que sim, que eles (filhos adolescentes) sinalizaram e pediram ajuda. A questão é que provavelmente esses sinais e pedido de ajuda foram demonstrados de maneira que nós, pais, não aprendemos a decifrá-los. Como se eles falassem outra língua.
“
Catarses!
Nessa dança da vida, vão acontecendo tantas coisas, muitas sem controle algum da gente, outras por pura displicência… Ambas para nos impulsionar. Para que vejamos o futuro com novos olhos e apreendamos a viver cada vez mais o aqui e agora.
Adolescentes querem conversar
Eu descobri que sim, o nosso filho, nossa filha adolescente quer falar conosco, seus pais, sim. Eles só não sabem como fazer, assim como muito de nós. E querem falar sobre o que sentem, como se sentem. Talvez seja essa um dos aprendizados dessa nova geração, nos ensinar a reconhecer e falar sobre sentimentos.
A dualidade da maternidade
A cada dia, ao olhar para ele, sinto uma nova mudança, sutil, mas presente. E sinto o prazer e o orgulho de acompanhar cada modificação e testemunhar o garotinho bacana que ele está se formando. (…) E me vi (…) pensando no quanto às vezes não conseguimos aproveitar tanto quanto gostaríamos algumas fases dado o cansaço ou a correria que estamos vivendo.
Sobre danos e reparações
Naquele furacão emocional eu não era capaz de ajudar ninguém, muito pelo contrário. Eu precisava entender melhor o que estava acontecendo comigo (…) O meu estado emocional não me deixou tranquila para perguntar a ela (filha) o que estava acontecendo de verdade, instruí-la com mais detalhe e paciência.
Como chegar em um acordo com o companheiro ou companheira???
Na minha casa, temos o conceito de que vivemos em comunidade, portanto, cada um tem que contribuir com o que pode e consegue. (…) eu fico até com receio em tocar nesse e em outros assuntos. Sei que viemos de famílias diferentes, educação diferente e temos visões diferentes. Que de certa forma, em alguns momentos pode ser bom, porém, em outros não. E por fim, eu escolho fazer do que conversar e discutir..
A magia do Papai Noel
E dentre tantos pensamentos, me coloco reflexiva a respeito dos muitos rituais que se materializam dentro da minha família e como esses se projetam, se adaptam no decorrer do tempo. (…) eu, no auge dos meus 46 anos, me sinto muito confortável em dizer que acredito na magia do Papai Noel e me sinto orgulhosa em presenciar, que, pelo menos, no Natal de 2023, em alguma instância e de alguma maneira, a minha família também acreditou.