Voltando para casa, ao abrir a porta do quarto da minha filha, vejo-a com os lábios vermelhos de febre, (…) Garganta inflamada. Antibiótico receitado (…) E o bebê recém-nascido?.Como atendê-lo? Assim, meu leite secou. Foi tanto estresse, receio de não saber se daria conta da demanda…(…) Reconhecer, ser uma só, que dar conta de tudo era impossível. E como aceitar que meu bebê recém-nascido seria prejudicado? Como substituir a amamentação (…)
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Os desafios das amamentações
Passei a ter outra interpretação da frase que ouvi algumas vezes: amamentar momento de amor. No meu caso, entendi que só o amor mesmo, que eu estava aprendendo a sentir por ela, que me fez persistir, dedicar, rever alguns conceitos e não somente o amor romântico prazeroso que eu idealizava. Hoje compreendo a importância de campanhas e mobilização para o aleitamento materno, pois se não tivesse tais conceitos, teria desistido, sem dúvidas.
Os desafios de ser mãe de adolescente
“Os desafios de ser mãe de adolescente
Ser mãe de adolescente traz sentimentos e emoções que nos levam por uma estrada com muitas curvas. Tem dias que estamos vivendo determinada situação sem saber o que nos espera logo ali na frente. (…) Essa fase vai passar, logo logo ela estará seguindo seus sonhos. Não haverá mais seu riso, suas bagunças, sua voz chamando: “Mãe! Mamãe!” insistentemente. E vou sentir tanta saudade”
Crianças e seus poderes
“Foi aí, que elas brincando na sala, chegaram pra mim e disseram “mãe, e se você pudesse escolher um super poder?” Eu disse: eu escolheria ter nascido rica, filhas.
Foi então que a mais velha disse “eu escolheria o poder de recompor florestas desmatadas” e a mais nova disse “eu escolheria o poder fazer crescer comida em todos os lugares” (…) Mal sabem elas que o maior super poder, elas já tem, é iluminar o nosso caminho de volta para si”
Aprendendo a ser cuidada
”
Uma histerectomia total, que retirou a primeira casa dos meus filhos, levou meu útero… e todo esse processo do pós-operatório só nos uniu ainda mais. É muito significativo o símbolo de ter perdido a primeira casa dos meus filhos, mas é ainda mais significativo o amor que nos une e esse, nunca, nada, nem ninguém pode tirar de nós, por todo sempre.”
Resiliente? Sim!
Por me sentir rejeita tentei suicídio 2 vezes, ato confessado e acertado com minha mãe antes de me casar, inclusive esse era o sentimento que até então nutria em relação ao nosso relacionamento. Aprendi muita coisa na rua, com amizades erradas pela qual também me envolvi, fui vítima de pedofilia “com consentimento” sem saber o que estava fazendo.
O tempo passa depressa
Sou mãe, ex presidiária. Há 10 anos fui presa e não quero falar o motivo. Minha filha tinha 2 anos e hoje ela tem 11 anos. Perdi a guarda dela. (…) O que eu deixo para as outras mães é que o tempo passa depressa. E que filho não é castigo e sim amor. Que nunca devemos falar que filho é peso, mesmo não sendo planejado.
Aqui começa a minha história
Com a perda da minha mãe, eu começo a minha história. (…) Me sentia incapaz de cuidar das minhas duas filhas. A perda dela mexeu comigo demais mesmo. Serviu de lição e eu me vi no papel de mãe e pai igual ela fazia para as minhas filhas. Hoje sei que sou uma mulher guerreira igual a ela.
Um momento desejado
Minha mãe é uma mulher guerreira. Passou uma boa parte da sua vida com muitas necessidades não atendidas. Deixava de comer para dar aos seus filhos. Teve vez que o único alimento em casa era macarrão e água. Meu pai bebia muito e nos deixava passar forme, pois gastava todo o dinheiro com cachaça. Passamos por tanta coisa!
Ser mãe é literalmente padecer no paraíso
E a felicidade em saber que aquele médico estava equivocado, eu descobri que estava grávida, foi como se o mundo tivesse parado naquele momento para mim, mas eu não esperava que minha gestação fosse ser tão solitária até o começo do nono mês, que fosse engordar 30 quilos, que sofreria todas as violências obstétricas possíveis antes e durante o parto.