Esse fato me chamou e atenção me provocou as seguintes reflexões: será que ela está dizendo mesmo a respeito da filha ou dos próprios comportamentos que levaram a filha a ser imatura? Me pareceu que essa mãe, em nome do amor e da proteção, estava em algumas situações, inibindo o amadurecimento da filha e talvez sentindo-se culpada por isso.
Arquivos do autor:diariodamaeemconstrucao
Luta diária contra preconceito
Meu sangue ferveu tanto que minha filha veio atrás de mim. Falei com elas, as duas crianças, que ele não era um bebê. Expliquei que dos outros não é legal. E que se a brincadeira delas deixou meu filho triste, então não é brincadeira. Finalizei explicando que ele é uma criança com autismo e perguntei se elas conheciam alguma outra criança parecida com ele.
Carta para minha mãe
Mas sabe, mãe, parece clichê, mas só entendemos o significado da palavra MÃE, quando tornamos mães. Me lembro dos seus conselhos e ameaças. Das surras que tomei. Naquela época, não tinha muita conversa. Éramos somente mãe e filha. E pronto.
A droga quase acabou com a minha família
Sou uma mulher negra, altura 1,70metros. Tenho três filhos. Durante a minha vida senti várias emoções. Sempre vivi com muita zueira, e não ligava muito para meus filhos. Deixava com minha mãe e minha irmã, o que me fez parar aqui na APAC ( Associação Proteção e Assistência dos Condenados). Foi um latrocínio.
Mais uma vitória
Mamãe isso não é um sonho ? Eu estou muito feliz mas estou com medo !” Foram as palavras dele ontem enquanto íamos para sua primeira noite do pijama no tatame …. Para contextualizar, meu filho é autista.
Tomada de decisão Apoiada, o que é isso?
“Descobri, nem sei bem como, que hoje existe uma nova lei para casos como o dele. Chama-se Tomada de Decisão Apoiada.
Permite que ele mantenha a autonomia, conta em banco e carta de motorista, mas qualquer decisão que envolva valores maiores, como compra ou venda de bens, precisa de anuência de algum dos pais, ou dos irmãos.”
Meu pai me ensinou a ser sapatão…
E seguimos a vida, na adolescência eu me descobri lésbica, porém sem coragem de contar para a família tinha medo de decepcioná-los. Meu pai sempre teve muito orgulho de mim e eu um amor incondicional por ele, na verdade, ele sempre soube quem eu era. Tanto ele como minha mãe, e ele sempre repetia que eu poderia ser o que eu quisesse ser, só não deveria nunca abaixar minha cabeça e aceitar menos do que eu mereceria.
Parto e amamentação
Eu consegui amamentá-lo por mais tempo que a irmã, por 3 meses. A mastite quis vir e fui aconselhada a parar, a não sofrer novamente… E eu relutando, pressionada, decidi parar. Vivi momentos marcantes! Me incomodou muito em oferecer utensílios (a cada higienização criteriosa, eu chorava) e leites industrializados, para meus filhos, porque acreditava que era o ideal. Tenho consciência que foi do jeito que tinha que ter sido. Mas com certeza, me impulsionou a estudar muito, a praticar com outras mães, a ouvir e me tornar Conselheira em Aleitamento Materno e doula.
Os medos da maternidade atípica
No ultrassom de translucência nucal recebi a temida notícia. “Sua filha tem uma pequena alteração na nuca e isso pode ser resultado de uma síndrome, provavelmente uma síndrome de down”. O meu mundo caiu. Afinal, qual mãe deseja ter um filho com deficiência? Não me julguem, mas todas nós sonhamos com uma gestação linda e saudável.
Cesárea ou parto normal?
“Se o tipo de parto lhe assombra, tente pensar que o importante é que seja o melhor para você e seu filho, e que não temos o controle das coisas.
Provavelmente, você tem a pretensão de que seja de um ou outro modo e organizará tudo considerando isso; porém, eu aconselharia-lhe a cogitar a outra opção também, pois, às vezes (se não muitas), as situações fogem do nosso controle e isso não significa que serão ruins!
“