“É engraçado como nós, mães, estamos sempre no papel de ensinar aos olhos dos outros, mas pelo menos na minha experiência eu aprendo tanto quanto ensino. (…) A clareza do pensamento ainda que parecesse confuso, me deixou muito reflexiva, como pode alguém tão pequena saber tanto e perceber tanto?
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Carta para minha mãe
Eu não tenho palavras para descrever o quanto você é especial para mim. Sei que é muito difícil para você me ver mal, o que acontece às vezes, mas obrigada por respeitar quando eu não quero conversar ou quero ficar sozinha. Você é incrível, consegue me fazer sorrir e bem tão facilmente. (…) Até os textinhos enormes que eu finjo que nem vi, mas choro toda vez que você manda ou que eu leio.
Crianças confiam em gentileza
“Estávamos em um carro de aplicativo indo para a casa da minha mãe (…) Papo vai, papo vem e minhas filhas vão dando cada vez mais informações como idade, onde estudam, nomes das avós, horários que ficam na escola. Eu ali, profundamente incomodada e, ao mesmo tempo, constrangida.Eu sabia que aquilo era um risco. (…) E aí foi uma ótima oportunidade de diálogo com as pequenas sobre afetos, proximidade, segurança e privacidade de informações
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O desafio de ser mãe solo
Me tornei mãe solo aos 21 anos e precisei reorganizar a minha vida. (…)Quero que saibam que admiro a coragem de cada uma em assumir a maternidade. (…) Você tem a capacidade de superar qualquer desafio que surja em seu caminho. Nunca duvide do seu valor. Afinal somos solo – que nutre, acolhe, dá vida e acima de tudo que ama.
Uma carta, sentindo insegurança
O tempo passou tão rápido e agora ele é um adulto de 20 anos… (…)Que vontade de colocar ele novamente em meu útero por mais uns dez anos, talvez. Como isso é impossível, eu respiro fundo, faço minhas orações, acalmo o meu coração, então faço um café, um bolo (ele ama bolo) (…) Então venho, lentamente confesso, trabalhando para não sentir mais vergonha das minhas cicatrizes, buscando entender as minhas dores. Me amando para amar, me cuidando para poder cuidar.É um trabalho diário e contínuo, mas sei que esse é o caminho que tenho que seguir.
Mortes em minha vida!
“Meus ancestrais muito influenciaram nos medos e forças que carrego. (…)Assim… Nos meus 63 anos, percebo que vivi 9 ciclos de 7 anos! Cabalístico! Completo! Me vejo madura, mais pronta para envelhecer com leveza, em busca de mais sabedoria e vivenciando mais experiências (ainda com medo de fazer escolhas, até das palavras a serem usadas… à novos rumos ou estabilidades) e no meio da busca do “reequilíbrio” (existe?), o andar na corda bamba, me faz olhar para meus medos e inseguranças, esse egoísmo excessivo, me fazem refletir.
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Envelhecer
“Envelhecer, nem sempre é para todos!
Confesso que ao me olhar no espelho ou ainda, caminhando, jovens passam por mim, sem esforço.
Deve ser a bagagem de vida e a experiência que adquiri durante minha vida, que faz a diferença! Será?
Envelhecer é fácil? De forma alguma, mas trago comigo estas vivências, umas gostosas, outras nem tanto, mas esta é minha história de vida!
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Construindo o acolhimento das escolhas dos filhos
Tenho desconstruído a crença de que a calma é mais útil na infância do que na adolescência. Puro engano. Estou chegando à conclusão de que ela atravessa todos os ciclos do desenvolvimento dos filhos e por incrível que pareça, para mim, talvez seja um dos pilares para manter a conexão viva com os filhos. Calma em entender a hora de acolher, calma para dizer o que precisa ser dito, calma para esperar os frutos plantados germinarem. E assim sigo, aprendendo a ser cada vez mais calma, e quando não sou, reconhecendo que também não sou de ferro.
Carta de uma mãe aprendente
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Tenho olhado com muita atenção para a minha experiência como mãe. Muitas vezes me questiono: “Será que tenho feito um bom trabalho?” Me vejo, em alguns momentos, refletindo sobre os erros que cometi ao longo desta caminhada e me pergunto, como teria sido se eu tivesse feito isso ao invés daquilo. “
Criatividade para promover comunicação
“Sabe o que achei lá no guarda-roupa quando estava arrumando-o? Uma capa mágica e invisível. (…) Ela torna quem a usa invisível também (…) ntão filha, agora, que você está invisível, pode contar para mim o que aconteceu? Ficar invisível nos ajuda a falar sobre nossos sentimentos, né?
Ela disse, verdade, mamãe e me contou o que havia acontecido. (…)Neste dia, aprendemos um pouco mais a olharmos para nós e falarmos sobre nós mesmas, sobre nossos sentimentos.”