“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?
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Um filho adicto
“Assim, fui descobrindo na bebida alcoólica o prazer para anestesiar toda aquela cobrança e consequentemente meu comportamento estava mudando, o que foi gerando ainda mais atrito na família. Sem saber estava trazendo à luz um grande problema familiar – o alcoolismo. (…)Assim fui crescendo, tropeçando, criando conflitos e por fim fui apresentado as drogas ilícitas por amigos.
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Pequenos detalhes, gratidão eterna!
“Naquele momento, aquele cansaço extremo, deu lugar a uma felicidade, também extrema. E eu só pensava, como um detalhe pode fazer tanta diferença em uma semana tão incrivelmente conturbada?
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Expressando amor nas adversidades
“Tudo começou naquele dia… Sabe aquele dia que tudo fica de cabeça para baixo? Quando a situação sai do planejado e de uma certa forma, todo mundo fica desconfortável. O desconforto se transforma em irritação. A irritação gera ainda mais confusão… Pois é… Foi um dia assim.
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Papai, papai, papai ……….
“A palavra mágica, doce, reconfortante e transformadora. Lembro da primeira vez que ouvi, e tenho a felicidade de ouvir até hoje, as minhas filhas me chamando de “papai”, apesar da idade delas, que já estão na adolescência. (…)Confesso que quando eu fui pai aprendi também a ser filho, a entender mais os meus pais e valorizá-los mais.
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Aprendendo a me valorizar
“Me conta aí, você, mãe, já parou para pensar como você recebe elogios? Afinal, eu acredito que saber receber elogios é sinal que nos valorizamos, né? E quando nos valorizamos, estamos também, ensinando nossos filhos a se valorizarem, né? Bom, eu confesso que não sabia e estou começando a aprender agora.
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Ser mãe é uma graça
Quando fiz 40 anos, estava sozinha e não acreditava que encontraria meu amado e falava “casar não vou mesmo”. “Filho, já passei da idade.” Minha história mudou no dia 15 de novembro de 2002. Estava com uns vizinhos em um bar, quando me convidaram para ir numa festa (..)Quando cheguei na portaria, o jovem proprietário me disse: “Você não esquecerá nunca desta festa!” Realmente não esquecerei!
A pandemia e o medo de socializar
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Eu fico aqui, imaginando, os efeitos da pandemia aqui em casa, dentro da nosso lar. A pandemia, na minha percepção, trouxe acima de tudo o medo, né? O medo da morte, mas também o medo das relações sociais. Tão contrassenso a gente ter medo de relacionar com as pessoas, né?
Um exemplo não só de mãe, mas também de mulher
“(…) me inspiro muito nela, não só pela mãe que ela é para mim e para os meus irmãos. Mas também na mulher, que mesmo depois de anos não deixou seus sonhos de lado. E é com ela que aprendi a correr atrás das coisas que eu almejo, independentemente das circunstâncias.
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Coragem é agir com o coração
“Hoje sim, entendo a importância de estar nesse lugar de vulnerabilidade, de poder chorar e ter um colo, de ter alguém para pedir a opinião, para acolher nas horas tristes e para além disso, alguém para se orgulhar quando evoluímos, para aplaudir nossas conquistas e principalmente para amar quem somos.
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