“Meus ancestrais muito influenciaram nos medos e forças que carrego. (…)Assim… Nos meus 63 anos, percebo que vivi 9 ciclos de 7 anos! Cabalístico! Completo! Me vejo madura, mais pronta para envelhecer com leveza, em busca de mais sabedoria e vivenciando mais experiências (ainda com medo de fazer escolhas, até das palavras a serem usadas… à novos rumos ou estabilidades) e no meio da busca do “reequilíbrio” (existe?), o andar na corda bamba, me faz olhar para meus medos e inseguranças, esse egoísmo excessivo, me fazem refletir.
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Envelhecer
“Envelhecer, nem sempre é para todos!
Confesso que ao me olhar no espelho ou ainda, caminhando, jovens passam por mim, sem esforço.
Deve ser a bagagem de vida e a experiência que adquiri durante minha vida, que faz a diferença! Será?
Envelhecer é fácil? De forma alguma, mas trago comigo estas vivências, umas gostosas, outras nem tanto, mas esta é minha história de vida!
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Construindo o acolhimento das escolhas dos filhos
Tenho desconstruído a crença de que a calma é mais útil na infância do que na adolescência. Puro engano. Estou chegando à conclusão de que ela atravessa todos os ciclos do desenvolvimento dos filhos e por incrível que pareça, para mim, talvez seja um dos pilares para manter a conexão viva com os filhos. Calma em entender a hora de acolher, calma para dizer o que precisa ser dito, calma para esperar os frutos plantados germinarem. E assim sigo, aprendendo a ser cada vez mais calma, e quando não sou, reconhecendo que também não sou de ferro.
Carta de uma mãe aprendente
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Tenho olhado com muita atenção para a minha experiência como mãe. Muitas vezes me questiono: “Será que tenho feito um bom trabalho?” Me vejo, em alguns momentos, refletindo sobre os erros que cometi ao longo desta caminhada e me pergunto, como teria sido se eu tivesse feito isso ao invés daquilo. “
Criatividade para promover comunicação
“Sabe o que achei lá no guarda-roupa quando estava arrumando-o? Uma capa mágica e invisível. (…) Ela torna quem a usa invisível também (…) ntão filha, agora, que você está invisível, pode contar para mim o que aconteceu? Ficar invisível nos ajuda a falar sobre nossos sentimentos, né?
Ela disse, verdade, mamãe e me contou o que havia acontecido. (…)Neste dia, aprendemos um pouco mais a olharmos para nós e falarmos sobre nós mesmas, sobre nossos sentimentos.”
Os problemas da vida e a maternidade
Com o coração apertadinho por tomar para mim problemas que não são meus. Problemas que a razão sabe que não são, mas que o coração sente que são. (…) Pensando na minha maternidade, e de tantas outras mães, talvez um convite ao exercício do desapego à necessidade de controle. E de respeito às decisões alheias…
Medo de crescer, medo de envelhecer
““Eu acredito que crescer é ao mesmo tempo, difícil, assustador, maravilhoso e libertador. Potente!!! E talvez seja por isso que existam as crises existenciais nas proximidades dos aniversários, pois é quando a experiência do crescer se torna mais concreta.
O fato, é que essa experiência não precisa ser solitária. Acredito que ela será potente se tiver pessoas ao seu lado, que confiam em você, te amam, te ajudem e te apoiem. Não hesite em pedir ajuda”
Uma mãe e madrasta em construção
Após decidir recomeçar a minha vida e fazer as pazes com o meu passado, a vida me apresentou um novo desafio, casar pela segunda vez!(…) Hoje eu cuido e zelo pela minha família bem de pertinho, está sendo um processo de construção, a cada novo dia, uma nova história a ser escrita.
Valorizando as delícias reais da maternidade.
Neste momento meus olhos já estavam marejando e eu disse: sim, filha, tudo ótimo. Estou aqui muito feliz em ver e ouvir o sorriso de vocês, as brincadeiras, a interação. Aí ela me disse: mas mãe, não está acontecendo nada demais. (…) eu disse: Filha, a vida é feita de momentos. Se você um dia resolver ser mãe, talvez consiga compreender a maravilhosa sensação estou sentindo neste momento e sorri para ela. Ela me olhou nos olhos e me abraçou carinhosamente.
É preciso confiar nos adolescentes
Quem dera pudéssemos aprender com eles e cumprir nossas responsabilidades e compromissos com mais alegria. Talvez seja pela maneira séria que encaramos as responsabilidades que muitos adolescentes não queiram crescer, ou tenham medo do crescer. Foi uma boa lição para mim, primeiro perceber que eles querem sim e dão conta da autonomia. Depois que às vezes, é preciso nos lembrar disso, pois sem querer, acabamos querendo controlar situações sem necessidade. Que é preciso permitir que eles experimentem as próprias maneiras de executarem atividades em grupo. E finalmente que é possível cumprir compromissos divertindo, com alegria e risadas.