O desafio de ser mãe solo

Me tornei mãe solo aos 21 anos e precisei reorganizar a minha vida. (…)Quero que saibam que admiro a coragem de cada uma em assumir a maternidade. (…) Você tem a capacidade de superar qualquer desafio que surja em seu caminho. Nunca duvide do seu valor. Afinal somos solo – que nutre, acolhe, dá vida e acima de tudo que ama.

Uma carta, sentindo insegurança

O tempo passou tão rápido e agora ele é um adulto de 20 anos… (…)Que vontade de colocar ele novamente em meu útero por mais uns dez anos, talvez. Como isso é impossível, eu respiro fundo, faço minhas orações, acalmo o meu coração, então faço um café, um bolo (ele ama bolo) (…) Então venho, lentamente confesso, trabalhando para não sentir mais vergonha das minhas cicatrizes, buscando entender as minhas dores. Me amando para amar, me cuidando para poder cuidar.É um trabalho diário e contínuo, mas sei que esse é o caminho que tenho que seguir.

Construindo o acolhimento das escolhas dos filhos

Tenho desconstruído a crença de que a calma é mais útil na infância do que na adolescência. Puro engano. Estou chegando à conclusão de que ela atravessa todos os ciclos do desenvolvimento dos filhos e por incrível que pareça, para mim, talvez seja um dos pilares para manter a conexão viva com os filhos. Calma em entender a hora de acolher, calma para dizer o que precisa ser dito, calma para esperar os frutos plantados germinarem. E assim sigo, aprendendo a ser cada vez mais calma, e quando não sou, reconhecendo que também não sou de ferro.

Quinze Anos

“À primeira vista parece que lhe ofereço uma carta de alforria. Acho meio grosseiro o termo, afinal, não a mantive como cativa à revelia de meus caprichos e ordens. Penso ter sido uma orientadora para lhe indicar o “norte” e espero tê-la sido, afinal, um “pássaro”, não prende o outro.
Contudo, acho que será esta a sua sensação: a de liberdade.
Se vale ainda uma observação, nossos maiores “voos”, na maioria das vezes, o fazemos sem, nem mesmo, sair do lugar. Desta liberdade somos donos e senhores e, mesmo traz as grades, ninguém pode nos arrancar”

Minha filha está namorando

Percebi, então, que sim, existem momentos importantes, necessários e que por mais que eu aceite e entenda sob a luz da razão que estou preparada, não é bem assim que acontece. Ao chegar em casa, achei foi é graça da minha prepotência e aceitei o desconforto existe, sim, ao perceber a filha namorando. E que ele não passa assim tão rápido.

Carta para minha filha

Quero lhe ensinar que nem sempre alguém mais velho que nós mesmos são os “donos da palavra”, às vezes as pessoas se equivocam e querem nos impor conceitos ultrapassados e sem sentido. Quero ensiná-la a ter autenticidade e ser capaz de se “virar” sozinha. Quero ensiná-la a ter cautela com o desconhecido, mas não se deixar enfraquecer e se acovardar diante situações difíceis. Quero ajudá-la a desvendar os mistérios da sexualidade e compartilhar c, contigo, a “virada” para mulher. Quero lhe dar direito a questões sem nenhum constrangimento.