Quinze Anos

“À primeira vista parece que lhe ofereço uma carta de alforria. Acho meio grosseiro o termo, afinal, não a mantive como cativa à revelia de meus caprichos e ordens. Penso ter sido uma orientadora para lhe indicar o “norte” e espero tê-la sido, afinal, um “pássaro”, não prende o outro.
Contudo, acho que será esta a sua sensação: a de liberdade.
Se vale ainda uma observação, nossos maiores “voos”, na maioria das vezes, o fazemos sem, nem mesmo, sair do lugar. Desta liberdade somos donos e senhores e, mesmo traz as grades, ninguém pode nos arrancar”

Minha filha está namorando

Percebi, então, que sim, existem momentos importantes, necessários e que por mais que eu aceite e entenda sob a luz da razão que estou preparada, não é bem assim que acontece. Ao chegar em casa, achei foi é graça da minha prepotência e aceitei o desconforto existe, sim, ao perceber a filha namorando. E que ele não passa assim tão rápido.

Carta para minha filha

Quero lhe ensinar que nem sempre alguém mais velho que nós mesmos são os “donos da palavra”, às vezes as pessoas se equivocam e querem nos impor conceitos ultrapassados e sem sentido. Quero ensiná-la a ter autenticidade e ser capaz de se “virar” sozinha. Quero ensiná-la a ter cautela com o desconhecido, mas não se deixar enfraquecer e se acovardar diante situações difíceis. Quero ajudá-la a desvendar os mistérios da sexualidade e compartilhar c, contigo, a “virada” para mulher. Quero lhe dar direito a questões sem nenhum constrangimento.