Resiliente? Sim!

Por me sentir rejeita tentei suicídio 2 vezes, ato confessado e acertado com minha mãe antes de me casar, inclusive esse era o sentimento que até então nutria em relação ao nosso relacionamento. Aprendi muita coisa na rua, com amizades erradas pela qual também me envolvi, fui vítima de pedofilia “com consentimento” sem saber o que estava fazendo.

O tempo passa depressa

Sou mãe, ex presidiária. Há 10 anos fui presa e não quero falar o motivo. Minha filha tinha 2 anos e hoje ela tem 11 anos. Perdi a guarda dela. (…) O que eu deixo para as outras mães é que o tempo passa depressa. E que filho não é castigo e sim amor. Que nunca devemos falar que filho é peso, mesmo não sendo planejado.

Aqui começa a minha história

Com a perda da minha mãe, eu começo a minha história. (…) Me sentia incapaz de cuidar das minhas duas filhas. A perda dela mexeu comigo demais mesmo. Serviu de lição e eu me vi no papel de mãe e pai igual ela fazia para as minhas filhas. Hoje sei que sou uma mulher guerreira igual a ela.

Um momento desejado 

Minha mãe é uma mulher guerreira. Passou uma boa parte da sua vida com muitas necessidades não atendidas. Deixava de comer para dar aos seus filhos. Teve vez que o único alimento em casa era macarrão e água. Meu pai bebia muito e nos deixava passar forme, pois gastava todo o dinheiro com cachaça. Passamos por tanta coisa!

Ser mãe é literalmente padecer no paraíso

E a felicidade em saber que aquele médico estava equivocado, eu descobri que estava grávida, foi como se o mundo tivesse parado naquele momento para mim, mas eu não esperava que minha gestação fosse ser tão solitária até o começo do nono mês, que fosse engordar 30 quilos, que sofreria todas as violências obstétricas possíveis antes e durante o parto.

Quando a gente pulsa, a gente tá junto.

“É engraçado como nós, mães, estamos sempre no papel de ensinar aos olhos dos outros, mas pelo menos na minha experiência eu aprendo tanto quanto ensino. (…) A clareza do pensamento ainda que parecesse confuso, me deixou muito reflexiva, como pode alguém tão pequena saber tanto e perceber tanto?

Carta para minha mãe

Eu não tenho palavras para descrever o quanto você é especial para mim. Sei que é muito difícil para você me ver mal, o que acontece às vezes, mas obrigada por respeitar quando eu não quero conversar ou quero ficar sozinha. Você é incrível, consegue me fazer sorrir e bem tão facilmente. (…) Até os textinhos enormes que eu finjo que nem vi, mas choro toda vez que você manda ou que eu leio.

O desafio de ser mãe solo

Me tornei mãe solo aos 21 anos e precisei reorganizar a minha vida. (…)Quero que saibam que admiro a coragem de cada uma em assumir a maternidade. (…) Você tem a capacidade de superar qualquer desafio que surja em seu caminho. Nunca duvide do seu valor. Afinal somos solo – que nutre, acolhe, dá vida e acima de tudo que ama.

Uma carta, sentindo insegurança

O tempo passou tão rápido e agora ele é um adulto de 20 anos… (…)Que vontade de colocar ele novamente em meu útero por mais uns dez anos, talvez. Como isso é impossível, eu respiro fundo, faço minhas orações, acalmo o meu coração, então faço um café, um bolo (ele ama bolo) (…) Então venho, lentamente confesso, trabalhando para não sentir mais vergonha das minhas cicatrizes, buscando entender as minhas dores. Me amando para amar, me cuidando para poder cuidar.É um trabalho diário e contínuo, mas sei que esse é o caminho que tenho que seguir.