“Se tem algo desafiador é o tal da comunicação, né? E essa dificuldade não é só com adolescentes, acho que é uma dificuldade relacional. Mas também acredito que é a chave do sucesso, por isso me dedico a esse tema.
E acredito que esse desafio se potencializa ainda mais quando se trata da relação das minhas filhas adolescentes comigo. (…) tenho uma curiosidade genuína de saber das coisas e de conhecê-las nesta transformação que elas estão vivenciando. E essa força interna, me dá energia para aprender e buscar a cada dia novas maneiras. E quer saber, me encanto muito nesse processo.
E aprendo tanto sobre mim.”
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Aprendendo a olhar minhas filhas
“Eu acredito que sim, que eles (filhos adolescentes) sinalizaram e pediram ajuda. A questão é que provavelmente esses sinais e pedido de ajuda foram demonstrados de maneira que nós, pais, não aprendemos a decifrá-los. Como se eles falassem outra língua.
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Adolescentes querem conversar
Eu descobri que sim, o nosso filho, nossa filha adolescente quer falar conosco, seus pais, sim. Eles só não sabem como fazer, assim como muito de nós. E querem falar sobre o que sentem, como se sentem. Talvez seja essa um dos aprendizados dessa nova geração, nos ensinar a reconhecer e falar sobre sentimentos.
Sobre danos e reparações
Naquele furacão emocional eu não era capaz de ajudar ninguém, muito pelo contrário. Eu precisava entender melhor o que estava acontecendo comigo (…) O meu estado emocional não me deixou tranquila para perguntar a ela (filha) o que estava acontecendo de verdade, instruí-la com mais detalhe e paciência.
Como chegar em um acordo com o companheiro ou companheira???
Na minha casa, temos o conceito de que vivemos em comunidade, portanto, cada um tem que contribuir com o que pode e consegue. (…) eu fico até com receio em tocar nesse e em outros assuntos. Sei que viemos de famílias diferentes, educação diferente e temos visões diferentes. Que de certa forma, em alguns momentos pode ser bom, porém, em outros não. E por fim, eu escolho fazer do que conversar e discutir..
A magia do Papai Noel
E dentre tantos pensamentos, me coloco reflexiva a respeito dos muitos rituais que se materializam dentro da minha família e como esses se projetam, se adaptam no decorrer do tempo. (…) eu, no auge dos meus 46 anos, me sinto muito confortável em dizer que acredito na magia do Papai Noel e me sinto orgulhosa em presenciar, que, pelo menos, no Natal de 2023, em alguma instância e de alguma maneira, a minha família também acreditou.
Importância da Rede de Apoio
Finalizando meu mestrado, apresentação de eventos, dissertação em fase final e em meio a tudo isso tive uma crise de pânico que quase me fez largar tudo, mas minha rede de apoio, marido e filhos não deixaram, mais uma vez me deram colo, apoio, e em meio a um surto, me acalmaram. Como é bom, mesmo nos momentos difíceis saber que podemos contar com aqueles que amamos, a importância de se ter essa rede de apoio em toda a vida é fundamental para nossa saúde física e emocional.
Família Colorida
“Hoje eu venho dividir com vocês a experiência de ser mãe preta, casada com homem branco e ter filhas coloridas… costumo brincar que somos um pequeno retrato do Brasil.(…)
Com esperança de que nós, brasileiros e brasileiras, possamos perceber que somos um país diverso, plural e lindo por essa mistura. Que possamos respeitar as diferenças e não negar nossas origens.”
Cansaço e seus impactos
“Mas como em um filme, me permito avaliar rapidamente o último mês. E nestes instantes a quantidade de atividades que fiz, sem realmente conseguir descansar o suficiente. Compromissos que foram se acumulando. Situações que me geraram desconforto sem ter a oportunidade de esclarecê-las. (…) E pelo menos hoje consegui não me importar com as vozes que ecoam na minha cabeça. Sei que nem todas são minhas, mas foram se fixando pelas minhas experiências.
Deixo somente uma voz ecoar, para que se fixe… Você pode escolher descansar…”
Estar presente, revela presentes…
No primeiro momento e na minha arrogância, pensei, como assim? Elas podem falar o que elas quiserem comigo, eu dou conta. Já estava colocando a minha armadura de mãe forte, quando percebi o quão frágil estava e me voltei ao momento presente. Entendi que se tratava de um cuidado e um carinho comigo. Que eu precisava e merecia.