Aí, de novo, me pego novamente pensativa. Falo ou não falo? Cobro ou não cobro? Se alguém souber como devo proceder, me diga. Seria tão bom acalmar a minha mente e deixar minha filha assumir seus compromissos sem falação na cabeça, né? Ela já me disse que essa “falazada” aumenta a pressão e não a ajuda a se concentrar. E mesmo assim, eu ainda não consigo em todos os momentos.
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Minha filha está namorando
Percebi, então, que sim, existem momentos importantes, necessários e que por mais que eu aceite e entenda sob a luz da razão que estou preparada, não é bem assim que acontece. Ao chegar em casa, achei foi é graça da minha prepotência e aceitei o desconforto existe, sim, ao perceber a filha namorando. E que ele não passa assim tão rápido.
Como pensamos diferente!
Por que é tão difícil para mim pedir ajuda? Por que será que espero que as minhas filhas, adolescentes, em uma etapa da vida com muitos momentos de introspecção, adivinhem o que eu preciso? Qual é a minha dificuldade em expressar, de maneira objetiva, o que é necessário naquele momento? De onde vem essa necessidade de achar que outras pessoas devem adivinhar o que eu preciso? E quando não adivinham, ou adivinham algo errado, por que fico tão nervosa?
Realização é individual
Não é fácil olhar para a relação mãe-filha. Tem muitos sentimentos envolvidos. Fortes, intensos, ambíguos, confusos… (…)E assim eu sigo aprendendo a respeitar, identificar, reconhecer e transformar as relações entre mães e filhas da minha linhagem na intenção de promover a sua continuação.
Importância do acolhimento
“Então me pego pensando, o que fazer com esse meu medo? O que fazer com essa sensação de incapacidade, aliada a responsabilidade de ser mãe? Bom, o que fiz foi mesmo assumir minha fragilidade, minha vulnerabilidade. Falei para elas do meu medo e expliquei que eu acredito. Eu disse a elas que as pessoas não querem a morte, mas sim, se livrar da dor. E que não existe diferença de dor, dor é dor e precisa ser tratada e o primeiro passo é o compartilhamento.
“
Adolescentes precisam de espaço
“De repente, a mensagem de que ela já não era mais criança foi passada e acredito que ela acabou assumindo esse papel. E sim, funcionou. Ela passou a assumir uma série de responsabilidades. Mas também teve um preço, ela foi se afastando, gradualmente… Foi se afastando e eu na rotina, no automático, não percebia e, no fundo, estava feliz com o resultado.
“
Expressando amor nas adversidades
“Tudo começou naquele dia… Sabe aquele dia que tudo fica de cabeça para baixo? Quando a situação sai do planejado e de uma certa forma, todo mundo fica desconfortável. O desconforto se transforma em irritação. A irritação gera ainda mais confusão… Pois é… Foi um dia assim.
“
Aprendendo a me valorizar
“Me conta aí, você, mãe, já parou para pensar como você recebe elogios? Afinal, eu acredito que saber receber elogios é sinal que nos valorizamos, né? E quando nos valorizamos, estamos também, ensinando nossos filhos a se valorizarem, né? Bom, eu confesso que não sabia e estou começando a aprender agora.
“
A pandemia e o medo de socializar
”
Eu fico aqui, imaginando, os efeitos da pandemia aqui em casa, dentro da nosso lar. A pandemia, na minha percepção, trouxe acima de tudo o medo, né? O medo da morte, mas também o medo das relações sociais. Tão contrassenso a gente ter medo de relacionar com as pessoas, né?
Mãe de todo mundo
Me vejo no papel de mãe dos meus irmãos, dos meus pais, do meu marido, e em alguns casos, até de alguns amigos mais próximos aos quais estimo.(…) Como é fácil, sair do meu papel de filha, irmã, esposa, amiga e migrar para o lugar de mãe… É claro, que eu também tenho minhas apostas pessoais ao ir para este lugar. A vontade de ser reconhecida, querida e amada como mãe