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Sempre fui muito focada em ter minha independência financeira. Me formei, fui trabalhar, tive muitas oportunidades para aprender, viajar. Casamento, filhos eram requisitos que algum momento eu pensaria, mas não eram minha prioridade. (…) sou muito grata por ter nossa filha, por aprender a cada dia e por me descobrir mãe.”
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Força de um momento
“Em uma das mesas, havia uma mãe com um bebê de uns quatro meses. Logo que chegou o pedido da mãe, o bebê começou a chorar (é sempre assim). Ela mudava o bebê de posição, tentava comer de diversas maneiras e o desconforto era explícito. A única coisa que pensei foi ir até eles e me oferecer para segurar o bebê enquanto ela comia, mas fiquei um pouco constrangida, porque, afinal, estamos num resquício de tempos pandêmicos
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Filho não tem idade…
“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?
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Um filho adicto
“Assim, fui descobrindo na bebida alcoólica o prazer para anestesiar toda aquela cobrança e consequentemente meu comportamento estava mudando, o que foi gerando ainda mais atrito na família. Sem saber estava trazendo à luz um grande problema familiar – o alcoolismo. (…)Assim fui crescendo, tropeçando, criando conflitos e por fim fui apresentado as drogas ilícitas por amigos.
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Pequenos detalhes, gratidão eterna!
“Naquele momento, aquele cansaço extremo, deu lugar a uma felicidade, também extrema. E eu só pensava, como um detalhe pode fazer tanta diferença em uma semana tão incrivelmente conturbada?
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Expressando amor nas adversidades
“Tudo começou naquele dia… Sabe aquele dia que tudo fica de cabeça para baixo? Quando a situação sai do planejado e de uma certa forma, todo mundo fica desconfortável. O desconforto se transforma em irritação. A irritação gera ainda mais confusão… Pois é… Foi um dia assim.
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Papai, papai, papai ……….
“A palavra mágica, doce, reconfortante e transformadora. Lembro da primeira vez que ouvi, e tenho a felicidade de ouvir até hoje, as minhas filhas me chamando de “papai”, apesar da idade delas, que já estão na adolescência. (…)Confesso que quando eu fui pai aprendi também a ser filho, a entender mais os meus pais e valorizá-los mais.
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Aprendendo a me valorizar
“Me conta aí, você, mãe, já parou para pensar como você recebe elogios? Afinal, eu acredito que saber receber elogios é sinal que nos valorizamos, né? E quando nos valorizamos, estamos também, ensinando nossos filhos a se valorizarem, né? Bom, eu confesso que não sabia e estou começando a aprender agora.
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Ser mãe é uma graça
Quando fiz 40 anos, estava sozinha e não acreditava que encontraria meu amado e falava “casar não vou mesmo”. “Filho, já passei da idade.” Minha história mudou no dia 15 de novembro de 2002. Estava com uns vizinhos em um bar, quando me convidaram para ir numa festa (..)Quando cheguei na portaria, o jovem proprietário me disse: “Você não esquecerá nunca desta festa!” Realmente não esquecerei!
A pandemia e o medo de socializar
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Eu fico aqui, imaginando, os efeitos da pandemia aqui em casa, dentro da nosso lar. A pandemia, na minha percepção, trouxe acima de tudo o medo, né? O medo da morte, mas também o medo das relações sociais. Tão contrassenso a gente ter medo de relacionar com as pessoas, né?