Esse fato me chamou e atenção me provocou as seguintes reflexões: será que ela está dizendo mesmo a respeito da filha ou dos próprios comportamentos que levaram a filha a ser imatura? Me pareceu que essa mãe, em nome do amor e da proteção, estava em algumas situações, inibindo o amadurecimento da filha e talvez sentindo-se culpada por isso.
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Exaustão
E este foi um momento que eu descobri a importância de reconhecer o meu cansaço e meus limites. Não somente reconhecê-los, mas também respeitá-los. E pela primeira vez percebi que às vezes, o que me torna uma mãe melhor é ficar longe das minhas filhas por um tempo. E que isso não tem nada a ver com o amor que sinto por elas.
Incentivando o diálogo
“Se tem algo desafiador é o tal da comunicação, né? E essa dificuldade não é só com adolescentes, acho que é uma dificuldade relacional. Mas também acredito que é a chave do sucesso, por isso me dedico a esse tema.
E acredito que esse desafio se potencializa ainda mais quando se trata da relação das minhas filhas adolescentes comigo. (…) tenho uma curiosidade genuína de saber das coisas e de conhecê-las nesta transformação que elas estão vivenciando. E essa força interna, me dá energia para aprender e buscar a cada dia novas maneiras. E quer saber, me encanto muito nesse processo.
E aprendo tanto sobre mim.”
Aprendendo a olhar minhas filhas
“Eu acredito que sim, que eles (filhos adolescentes) sinalizaram e pediram ajuda. A questão é que provavelmente esses sinais e pedido de ajuda foram demonstrados de maneira que nós, pais, não aprendemos a decifrá-los. Como se eles falassem outra língua.
“
Sobre danos e reparações
Naquele furacão emocional eu não era capaz de ajudar ninguém, muito pelo contrário. Eu precisava entender melhor o que estava acontecendo comigo (…) O meu estado emocional não me deixou tranquila para perguntar a ela (filha) o que estava acontecendo de verdade, instruí-la com mais detalhe e paciência.
Importância da Rede de Apoio
Finalizando meu mestrado, apresentação de eventos, dissertação em fase final e em meio a tudo isso tive uma crise de pânico que quase me fez largar tudo, mas minha rede de apoio, marido e filhos não deixaram, mais uma vez me deram colo, apoio, e em meio a um surto, me acalmaram. Como é bom, mesmo nos momentos difíceis saber que podemos contar com aqueles que amamos, a importância de se ter essa rede de apoio em toda a vida é fundamental para nossa saúde física e emocional.
Perdas e ganhos
“Está sendo um ano marcante de perdas e ganhos: meu irmão querido deixou-nos sem aviso! Apagou de repente como um sopro, levando uma vida intensa!Não existe preparo para a brutalidade da morte súbita. Nem para a morte anunciada.
Poder escrever sobre isso, é sinal que já é possível para mim dar contorno a um fato irrevogável!”
Cansaço e seus impactos
“Mas como em um filme, me permito avaliar rapidamente o último mês. E nestes instantes a quantidade de atividades que fiz, sem realmente conseguir descansar o suficiente. Compromissos que foram se acumulando. Situações que me geraram desconforto sem ter a oportunidade de esclarecê-las. (…) E pelo menos hoje consegui não me importar com as vozes que ecoam na minha cabeça. Sei que nem todas são minhas, mas foram se fixando pelas minhas experiências.
Deixo somente uma voz ecoar, para que se fixe… Você pode escolher descansar…”
Estar presente, revela presentes…
No primeiro momento e na minha arrogância, pensei, como assim? Elas podem falar o que elas quiserem comigo, eu dou conta. Já estava colocando a minha armadura de mãe forte, quando percebi o quão frágil estava e me voltei ao momento presente. Entendi que se tratava de um cuidado e um carinho comigo. Que eu precisava e merecia.
Mortes em minha vida!
“Meus ancestrais muito influenciaram nos medos e forças que carrego. (…)Assim… Nos meus 63 anos, percebo que vivi 9 ciclos de 7 anos! Cabalístico! Completo! Me vejo madura, mais pronta para envelhecer com leveza, em busca de mais sabedoria e vivenciando mais experiências (ainda com medo de fazer escolhas, até das palavras a serem usadas… à novos rumos ou estabilidades) e no meio da busca do “reequilíbrio” (existe?), o andar na corda bamba, me faz olhar para meus medos e inseguranças, esse egoísmo excessivo, me fazem refletir.
“