Quem dera pudéssemos aprender com eles e cumprir nossas responsabilidades e compromissos com mais alegria. Talvez seja pela maneira séria que encaramos as responsabilidades que muitos adolescentes não queiram crescer, ou tenham medo do crescer. Foi uma boa lição para mim, primeiro perceber que eles querem sim e dão conta da autonomia. Depois que às vezes, é preciso nos lembrar disso, pois sem querer, acabamos querendo controlar situações sem necessidade. Que é preciso permitir que eles experimentem as próprias maneiras de executarem atividades em grupo. E finalmente que é possível cumprir compromissos divertindo, com alegria e risadas.
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Acordos e esquecimentos
Aí, de novo, me pego novamente pensativa. Falo ou não falo? Cobro ou não cobro? Se alguém souber como devo proceder, me diga. Seria tão bom acalmar a minha mente e deixar minha filha assumir seus compromissos sem falação na cabeça, né? Ela já me disse que essa “falazada” aumenta a pressão e não a ajuda a se concentrar. E mesmo assim, eu ainda não consigo em todos os momentos.
Como pensamos diferente!
Por que é tão difícil para mim pedir ajuda? Por que será que espero que as minhas filhas, adolescentes, em uma etapa da vida com muitos momentos de introspecção, adivinhem o que eu preciso? Qual é a minha dificuldade em expressar, de maneira objetiva, o que é necessário naquele momento? De onde vem essa necessidade de achar que outras pessoas devem adivinhar o que eu preciso? E quando não adivinham, ou adivinham algo errado, por que fico tão nervosa?
Importância do acolhimento
“Então me pego pensando, o que fazer com esse meu medo? O que fazer com essa sensação de incapacidade, aliada a responsabilidade de ser mãe? Bom, o que fiz foi mesmo assumir minha fragilidade, minha vulnerabilidade. Falei para elas do meu medo e expliquei que eu acredito. Eu disse a elas que as pessoas não querem a morte, mas sim, se livrar da dor. E que não existe diferença de dor, dor é dor e precisa ser tratada e o primeiro passo é o compartilhamento.
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Adolescentes precisam de espaço
“De repente, a mensagem de que ela já não era mais criança foi passada e acredito que ela acabou assumindo esse papel. E sim, funcionou. Ela passou a assumir uma série de responsabilidades. Mas também teve um preço, ela foi se afastando, gradualmente… Foi se afastando e eu na rotina, no automático, não percebia e, no fundo, estava feliz com o resultado.
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Expressando amor nas adversidades
“Tudo começou naquele dia… Sabe aquele dia que tudo fica de cabeça para baixo? Quando a situação sai do planejado e de uma certa forma, todo mundo fica desconfortável. O desconforto se transforma em irritação. A irritação gera ainda mais confusão… Pois é… Foi um dia assim.
“
Na paternidade ou no relacionamento, a comunicação é a chave.
“Duas gestações, dois presentes divinos, evolução como casal e pais; momentos que revisitamos com frequência para não nos deixar levar pelo automatismo do dia a dia, sempre com sentimento de gratidão e buscando identificar nosso papel no ambiente em que estamos inseridos, bem com saber pedir e dar ajuda para melhor convivência, enfim, saber amar. (…) Ah, vale lembrar que hoje a mamãe confia mais a entrega dos filhos ao papai…kkkkkk
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Conversas conflituosas
Nós buscamos proporcionar essa liberdade para elas e buscar explicar que a conversa é a principal chave para resolução de conflitos, mas quando as opiniões são divergentes, eu, particularmente tenho um enorme impulso de utilizar minha autoridade na forma de autoritarismo para resolver a questão… Afinal de contas, conversas desafiadoras e conflituosas são muito desgastantes!
Morte, luto… Difícil abordar, né?
Nem tudo eu consigo responder e às vezes acho até que complico mais do que esclareço. Afinal de contas, tem tanta coisa que não é clara para mim, como conseguirei passar clareza para elas, né?
Minha filha me colocou de castigo… E ela só tinha 3 aninhos..
Minha filha, aos 3 anos, me fez parar e pensar a respeito do que eu tinha feito e quais consequências das minhas ações ao me colocar de castigo.