“(…) me inspiro muito nela, não só pela mãe que ela é para mim e para os meus irmãos. Mas também na mulher, que mesmo depois de anos não deixou seus sonhos de lado. E é com ela que aprendi a correr atrás das coisas que eu almejo, independentemente das circunstâncias.
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Coragem é agir com o coração
“Hoje sim, entendo a importância de estar nesse lugar de vulnerabilidade, de poder chorar e ter um colo, de ter alguém para pedir a opinião, para acolher nas horas tristes e para além disso, alguém para se orgulhar quando evoluímos, para aplaudir nossas conquistas e principalmente para amar quem somos.
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Pequenas Coisas
Pensei em algumas grandiosas, mas depois cheguei a conclusão que os pequenos atos, ás vezes fazem mais efeito do que os maiores. (…) Bem com isso nós podemos ver que amar e se sentir amado vem das pequenas coisas do dia a dia.
Assim como os pássaros, eu também preciso voar
“É difícil criar coragem de ir quando a pessoa que você mais ama se demonstra instável com sua partida. Logo ela tão forte! Com um aperto no coração eu vou deixá-la, mas com a certeza que será essência para o nosso crescimento individual. Sei que somos uma extensão uma da outra, mas aprender a atender as necessidades da vida faz parte e está sendo um grande processo compreender isso.
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Mãe de todo mundo
Me vejo no papel de mãe dos meus irmãos, dos meus pais, do meu marido, e em alguns casos, até de alguns amigos mais próximos aos quais estimo.(…) Como é fácil, sair do meu papel de filha, irmã, esposa, amiga e migrar para o lugar de mãe… É claro, que eu também tenho minhas apostas pessoais ao ir para este lugar. A vontade de ser reconhecida, querida e amada como mãe
Maternidade depois da juventude
“Para mim não há problema algum quanto a idade, mas ainda ouço perguntas maldosas constantemente do tipo: “Com que idade você casou? Quantos anos você tinha quando seu primeiro filho nasceu? Que idade você tinha quando seu filho mais novo nasceu?
Momento de ir para a escola
O que está acontecendo? Antes eu tinha atenção de todo mundo… Agora meus pais começaram a falar de uma tal irmãzinha, dizendo ser uma coisa boa. Mas a verdade, é que tenho que ir para a escola, minha mãe (…) nem pode brincar de qualquer coisa comigo porque está com um barrigão. E aí, ela vai parar de trabalhar, para ficar um tempo em casa com essa minha irmãzinha, e me mandar para a escola…Será que ela não gosta mais de mim? Será que ela gosta mais dela?”
O medo de não poder ser mãe
Cada mês um novo atraso, um novo teste, e muito choro após cada resultado negativo. Eu rezava, conversava com Deus, dizia do meu desejo de ser mãe e pedia a Nossa Senhora para me ajudar a ficar tranquila. No 6º mês a menstruação simplesmente não veio. Pensei, dessa vez é. Fiquei feliz. (…) Corri e marquei logo a consulta. (…) E pra minha tristeza e angústia, mais um resultado negativo.
A vida começa depois do carnaval
“(…) eu disse que estaríamos juntos nas folias, alegrias ou nas quartas de cinzas, e fui pela primeira vez ver a razão da minha vida, pouco sabia sobre a trissomia 21, muito menos o que seria ser pai. Mas quando olhei pela incubadora e vi aquela menina (…) logo passei a unha sob os pés, e ela recolheu as perninhas, e toda a tristeza que ainda sentia foi embora e percebi que com esforço, fé e amor, poderia sim, sambar, independente do samba, enredo ou bateria.
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Sou um pai em construção
“O que eu aprendi com meu Pai, que eu nunca conheci, é que nunca devemos abandonar quem nunca teve culpa de nada e se tornar cada vez melhor não importa o que aconteça, seja PAI. Não desejo mal a meu Pai, pois é parte de mim e devo respeitar minhas origens, hoje só agradeço pelo o que fez. Se não fosse dessa forma talvez eu não estaria aqui e nem conheceria meus filhos.
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