Uma carta, sentindo insegurança

O tempo passou tão rápido e agora ele é um adulto de 20 anos… (…)Que vontade de colocar ele novamente em meu útero por mais uns dez anos, talvez. Como isso é impossível, eu respiro fundo, faço minhas orações, acalmo o meu coração, então faço um café, um bolo (ele ama bolo) (…) Então venho, lentamente confesso, trabalhando para não sentir mais vergonha das minhas cicatrizes, buscando entender as minhas dores. Me amando para amar, me cuidando para poder cuidar.É um trabalho diário e contínuo, mas sei que esse é o caminho que tenho que seguir.

Carta de uma mãe aprendente


Tenho olhado com muita atenção para a minha experiência como mãe. Muitas vezes me questiono: “Será que tenho feito um bom trabalho?” Me vejo, em alguns momentos, refletindo sobre os erros que cometi ao longo desta caminhada e me pergunto, como teria sido se eu tivesse feito isso ao invés daquilo. “

Amor em construção

Quando a gravidez estava avançada, para lá do 7 mês, uma amiga me disse algo que achei muito estranho. Ela alertou que o famoso, gigante, estupendo “amor de mãe” não nasce na gravidez nem no parto. Ele é uma construção, um amor progressivo que aumenta a cada dia. (…)Isso me assombrou. Porque naquele instante, jurava que já tinha muito amor pelo meu filho.

Presente de Deus


Sempre fui muito focada em ter minha independência financeira. Me formei, fui trabalhar, tive muitas oportunidades para aprender, viajar. Casamento, filhos eram requisitos que algum momento eu pensaria, mas não eram minha prioridade. (…) sou muito grata por ter nossa filha, por aprender a cada dia e por me descobrir mãe.”

Filho não tem idade…

“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?

Ser mãe é uma graça

Quando fiz 40 anos, estava sozinha e não acreditava que encontraria meu amado e falava “casar não vou mesmo”. “Filho, já passei da idade.” Minha história mudou no dia 15 de novembro de 2002. Estava com uns vizinhos em um bar, quando me convidaram para ir numa festa (..)Quando cheguei na portaria, o jovem proprietário me disse: “Você não esquecerá nunca desta festa!” Realmente não esquecerei!

Mãe de todo mundo

Me vejo no papel de mãe dos meus irmãos, dos meus pais, do meu marido, e em alguns casos, até de alguns amigos mais próximos aos quais estimo.(…) Como é fácil, sair do meu papel de filha, irmã, esposa, amiga e migrar para o lugar de mãe… É claro, que eu também tenho minhas apostas pessoais ao ir para este lugar. A vontade de ser reconhecida, querida e amada como mãe