Amor em construção

Quando a gravidez estava avançada, para lá do 7 mês, uma amiga me disse algo que achei muito estranho. Ela alertou que o famoso, gigante, estupendo “amor de mãe” não nasce na gravidez nem no parto. Ele é uma construção, um amor progressivo que aumenta a cada dia. (…)Isso me assombrou. Porque naquele instante, jurava que já tinha muito amor pelo meu filho.

Presente de Deus


Sempre fui muito focada em ter minha independência financeira. Me formei, fui trabalhar, tive muitas oportunidades para aprender, viajar. Casamento, filhos eram requisitos que algum momento eu pensaria, mas não eram minha prioridade. (…) sou muito grata por ter nossa filha, por aprender a cada dia e por me descobrir mãe.”

Filho não tem idade…

“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?

Ser mãe é uma graça

Quando fiz 40 anos, estava sozinha e não acreditava que encontraria meu amado e falava “casar não vou mesmo”. “Filho, já passei da idade.” Minha história mudou no dia 15 de novembro de 2002. Estava com uns vizinhos em um bar, quando me convidaram para ir numa festa (..)Quando cheguei na portaria, o jovem proprietário me disse: “Você não esquecerá nunca desta festa!” Realmente não esquecerei!

Mãe de todo mundo

Me vejo no papel de mãe dos meus irmãos, dos meus pais, do meu marido, e em alguns casos, até de alguns amigos mais próximos aos quais estimo.(…) Como é fácil, sair do meu papel de filha, irmã, esposa, amiga e migrar para o lugar de mãe… É claro, que eu também tenho minhas apostas pessoais ao ir para este lugar. A vontade de ser reconhecida, querida e amada como mãe

Mães Funcionais

“Hoje me peguei refletindo sobre as minhas multitarefas e o quanto por vezes me sinto culpada, sozinha e angustiada por assumir tantos papéis. (…)tenho compreendido que o meu papel principal para dar conta com excelência de todos esses outros, em especial o que mais me orgulho que é o de ser mãe, preciso cuidar do meu papel de ser eu, de ser mulher.

Maternidade: A arte de renascer

“Nunca pensei que um dia passaria por tudo que passei. Tive depressão pós parto e não foi nada fácil. Na verdade, vivi 15 anos com depressão e quando tive meu filho, achei que as coisas mudariam, e foi tudo ao contrário, tudo piorou.
Me senti sozinha, sem chão e incapaz de cuidar e amar meu filho.

Como o ser humano pode se descobrir tão forte!

Eu ainda tento entender quem foi que falou que daríamos conta. (…) É muito difícil, porque em meio a tanto amor… SOLIDÃO! Ahhh a gente sente mesmo… Não é falta de rede de apoio, não é ausência do marido, não é estar longe da família… É uma solidão de mãe. Um sentimento de que “se não for eu, vai ser quem?”