Vocês talvez não consigam me entender, mas muitas mudanças acontecem nas nossas vidas e nós mulheres e que arcamos com a maioria do peso dessas mudanças. Depois do nascimento da minha filha mais nova, que hoje tem 4 anos, meu relacionamento nunca foi o mesmo.
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Não romantizo a maternidade
“Eu não romantizo a maternidade e não falo só dá parte boa pois a parte ruim existe e é significativa.
Vão existir dias de choros , mas existirão dias de alegrias e ser mãe tanto atípicas quanto típicas não e fácil. Precisamos de uma rede de apoio , precisamos de empatia , de cuidados e de sermos ouvidas.
“
Imaturidade ou insegurança
Esse fato me chamou e atenção me provocou as seguintes reflexões: será que ela está dizendo mesmo a respeito da filha ou dos próprios comportamentos que levaram a filha a ser imatura? Me pareceu que essa mãe, em nome do amor e da proteção, estava em algumas situações, inibindo o amadurecimento da filha e talvez sentindo-se culpada por isso.
A droga quase acabou com a minha família
Sou uma mulher negra, altura 1,70metros. Tenho três filhos. Durante a minha vida senti várias emoções. Sempre vivi com muita zueira, e não ligava muito para meus filhos. Deixava com minha mãe e minha irmã, o que me fez parar aqui na APAC ( Associação Proteção e Assistência dos Condenados). Foi um latrocínio.
Exaustão
E este foi um momento que eu descobri a importância de reconhecer o meu cansaço e meus limites. Não somente reconhecê-los, mas também respeitá-los. E pela primeira vez percebi que às vezes, o que me torna uma mãe melhor é ficar longe das minhas filhas por um tempo. E que isso não tem nada a ver com o amor que sinto por elas.
Será que nossos filhos adolescentes sabem que nós os amamos?
Pois bem, que nós mães amamos nossos filhos, como bem dito na reflexão é fato, não há dúvidas, mas se eles sabem, é outro assunto. Acredito que até sintam, mas como sentem? O suficiente para não duvidar? Para não comparar? Me coloco agora no lugar da filha para responder a essas indagações e acho que a resposta é NÃO. Isso mesmo, NÃO, em caixa alta, com todas as fragilidades que conduzem essa resposta.
Escolhas
Conselheiro Lafaiete, 12 de janeiro de 2024 Olá, como você está hoje? O que é possível escolher no seu dia hoje? Ah, hoje vou falar sobre escolhas, compartilhar algumas das minhas reflexões a respeito. Ah, como esse tema é lindo e conflituoso para mim. E penso como estimulá-lo no papel de mãe, na minha relaçãoContinuar lendo “Escolhas”
Incentivando o diálogo
“Se tem algo desafiador é o tal da comunicação, né? E essa dificuldade não é só com adolescentes, acho que é uma dificuldade relacional. Mas também acredito que é a chave do sucesso, por isso me dedico a esse tema.
E acredito que esse desafio se potencializa ainda mais quando se trata da relação das minhas filhas adolescentes comigo. (…) tenho uma curiosidade genuína de saber das coisas e de conhecê-las nesta transformação que elas estão vivenciando. E essa força interna, me dá energia para aprender e buscar a cada dia novas maneiras. E quer saber, me encanto muito nesse processo.
E aprendo tanto sobre mim.”
Aprendendo a olhar minhas filhas
“Eu acredito que sim, que eles (filhos adolescentes) sinalizaram e pediram ajuda. A questão é que provavelmente esses sinais e pedido de ajuda foram demonstrados de maneira que nós, pais, não aprendemos a decifrá-los. Como se eles falassem outra língua.
“
Adolescentes querem conversar
Eu descobri que sim, o nosso filho, nossa filha adolescente quer falar conosco, seus pais, sim. Eles só não sabem como fazer, assim como muito de nós. E querem falar sobre o que sentem, como se sentem. Talvez seja essa um dos aprendizados dessa nova geração, nos ensinar a reconhecer e falar sobre sentimentos.