No ultrassom de translucência nucal recebi a temida notícia. “Sua filha tem uma pequena alteração na nuca e isso pode ser resultado de uma síndrome, provavelmente uma síndrome de down”. O meu mundo caiu. Afinal, qual mãe deseja ter um filho com deficiência? Não me julguem, mas todas nós sonhamos com uma gestação linda e saudável.
Arquivos do autor:diariodamaeemconstrucao
Cesárea ou parto normal?
“Se o tipo de parto lhe assombra, tente pensar que o importante é que seja o melhor para você e seu filho, e que não temos o controle das coisas.
Provavelmente, você tem a pretensão de que seja de um ou outro modo e organizará tudo considerando isso; porém, eu aconselharia-lhe a cogitar a outra opção também, pois, às vezes (se não muitas), as situações fogem do nosso controle e isso não significa que serão ruins!
“
Exaustão
E este foi um momento que eu descobri a importância de reconhecer o meu cansaço e meus limites. Não somente reconhecê-los, mas também respeitá-los. E pela primeira vez percebi que às vezes, o que me torna uma mãe melhor é ficar longe das minhas filhas por um tempo. E que isso não tem nada a ver com o amor que sinto por elas.
Será que nossos filhos adolescentes sabem que nós os amamos?
Pois bem, que nós mães amamos nossos filhos, como bem dito na reflexão é fato, não há dúvidas, mas se eles sabem, é outro assunto. Acredito que até sintam, mas como sentem? O suficiente para não duvidar? Para não comparar? Me coloco agora no lugar da filha para responder a essas indagações e acho que a resposta é NÃO. Isso mesmo, NÃO, em caixa alta, com todas as fragilidades que conduzem essa resposta.
Ainda que eu não tenha um
E assim é a mulher. Posso não ser mãe, mas sou filha. E sofro outras pressões, uma delas por não ser mãe. No trabalho, me veem como um homem, porque não tenho filhos e assim posso me dedicar ao mesmo, segundo fala deles. E cobram de mim que assim seja. Na família, me veem como uma cuidadora que, por não ter filhos, posso me dedicar integralmente aos cuidados dos doentes e idosos da mesma.
Quem não se valoriza, não é valorizado!
”
Quem não se valoriza não é valorizado. O que pensar desta frase? O quão profunda ela é no dia a dia da mãe? Pai? Da pessoa?”
Escolhas
Conselheiro Lafaiete, 12 de janeiro de 2024 Olá, como você está hoje? O que é possível escolher no seu dia hoje? Ah, hoje vou falar sobre escolhas, compartilhar algumas das minhas reflexões a respeito. Ah, como esse tema é lindo e conflituoso para mim. E penso como estimulá-lo no papel de mãe, na minha relaçãoContinuar lendo “Escolhas”
A arte de lidar com as adversidades
“Ser mãe, é antes de tudo, respirar, relaxar, reestabelecer o equilíbrio em corda bamba. É renascer. Ressurreição, ressurgir.
Relendo e resumindo o livro “O poder do agora” Eckhart Tolle, me abrindo ao reviver, reflorescer. Filhos crescidos. Responsáveis. Restauro-me”
Incentivando o diálogo
“Se tem algo desafiador é o tal da comunicação, né? E essa dificuldade não é só com adolescentes, acho que é uma dificuldade relacional. Mas também acredito que é a chave do sucesso, por isso me dedico a esse tema.
E acredito que esse desafio se potencializa ainda mais quando se trata da relação das minhas filhas adolescentes comigo. (…) tenho uma curiosidade genuína de saber das coisas e de conhecê-las nesta transformação que elas estão vivenciando. E essa força interna, me dá energia para aprender e buscar a cada dia novas maneiras. E quer saber, me encanto muito nesse processo.
E aprendo tanto sobre mim.”
Resgatando relações
”
Vamos vivendo, com nossas peculiaridades e diferenças. Ela crescendo e eu também, mas nossa relação era bem difícil.
Eu sempre tentava me aproximar mais dela, mas nem sempre era bem recebida. (…) resolvi convidá-la para uma viagem. Só nós duas. Estávamos ambas com receio pois nossa intimidade era precária… (…) Foi ótimo, e assim fomos nos aproximando lentamente: ela já era mulher feita, abriu a guarda e pude ter lugar na vida dela”