Os medos da maternidade atípica

No ultrassom de translucência nucal recebi a temida notícia. “Sua filha tem uma pequena alteração na nuca e isso pode ser resultado de uma síndrome, provavelmente uma síndrome de down”. O meu mundo caiu. Afinal, qual mãe deseja ter um filho com deficiência? Não me julguem, mas todas nós sonhamos com uma gestação linda e saudável.

Cesárea ou parto normal?

“Se o tipo de parto lhe assombra, tente pensar que o importante é que seja o melhor para você e seu filho, e que não temos o controle das coisas.
Provavelmente, você tem a pretensão de que seja de um ou outro modo e organizará tudo considerando isso; porém, eu aconselharia-lhe a cogitar a outra opção também, pois, às vezes (se não muitas), as situações fogem do nosso controle e isso não significa que serão ruins!

Exaustão

E este foi um momento que eu descobri a importância de reconhecer o meu cansaço e meus limites. Não somente reconhecê-los, mas também respeitá-los. E pela primeira vez percebi que às vezes, o que me torna uma mãe melhor é ficar longe das minhas filhas por um tempo. E que isso não tem nada a ver com o amor que sinto por elas.

Ainda que eu não tenha um

E assim é a mulher. Posso não ser mãe, mas sou filha. E sofro outras pressões, uma delas por não ser mãe. No trabalho, me veem como um homem, porque não tenho filhos e assim posso me dedicar ao mesmo, segundo fala deles. E cobram de mim que assim seja. Na família, me veem como uma cuidadora que, por não ter filhos, posso me dedicar integralmente aos cuidados dos doentes e idosos da mesma.

A arte de lidar com as adversidades

“Ser mãe, é antes de tudo, respirar, relaxar, reestabelecer o equilíbrio em corda bamba. É renascer. Ressurreição, ressurgir.
Relendo e resumindo o livro “O poder do agora” Eckhart Tolle, me abrindo ao reviver, reflorescer. Filhos crescidos. Responsáveis. Restauro-me”

Resgatando relações


Vamos vivendo, com nossas peculiaridades e diferenças. Ela crescendo e eu também, mas nossa relação era bem difícil.
Eu sempre tentava me aproximar mais dela, mas nem sempre era bem recebida. (…) resolvi convidá-la para uma viagem. Só nós duas. Estávamos ambas com receio pois nossa intimidade era precária… (…) Foi ótimo, e assim fomos nos aproximando lentamente: ela já era mulher feita, abriu a guarda e pude ter lugar na vida dela”