Por que é tão difícil para mim pedir ajuda? Por que será que espero que as minhas filhas, adolescentes, em uma etapa da vida com muitos momentos de introspecção, adivinhem o que eu preciso? Qual é a minha dificuldade em expressar, de maneira objetiva, o que é necessário naquele momento? De onde vem essa necessidade de achar que outras pessoas devem adivinhar o que eu preciso? E quando não adivinham, ou adivinham algo errado, por que fico tão nervosa?
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Tarefas escolares
Enfim, por mais que nós pais, às vezes, precisamos abdicar de algumas coisas, seja lazer, estudo ou outro trabalho, para se ter esse momento de estudo com os filhos, eu os considero importante e necessário. A escola não consegue desenvolver todo o trabalho de ensinar sozinha. E é uma excelente oportunidade de conhecer e saber ainda mais das vivências dos nossos filhos.
Importância do acolhimento
“Então me pego pensando, o que fazer com esse meu medo? O que fazer com essa sensação de incapacidade, aliada a responsabilidade de ser mãe? Bom, o que fiz foi mesmo assumir minha fragilidade, minha vulnerabilidade. Falei para elas do meu medo e expliquei que eu acredito. Eu disse a elas que as pessoas não querem a morte, mas sim, se livrar da dor. E que não existe diferença de dor, dor é dor e precisa ser tratada e o primeiro passo é o compartilhamento.
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Adolescentes precisam de espaço
“De repente, a mensagem de que ela já não era mais criança foi passada e acredito que ela acabou assumindo esse papel. E sim, funcionou. Ela passou a assumir uma série de responsabilidades. Mas também teve um preço, ela foi se afastando, gradualmente… Foi se afastando e eu na rotina, no automático, não percebia e, no fundo, estava feliz com o resultado.
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Filho não tem idade…
“Há muito tempo ouço essa frase: “Filho, para mãe, não tem idade!” Quando ainda não era mãe, me recordo de ficar ouvindo minha avó, minha mãe e tias dizerem isso, e não fazia sentido para mim. Me recordo de pensar: Claro que tem, ano passado eu tinha 10 e esse ano já fiz 11. rs Inocente né?
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Pequenos detalhes, gratidão eterna!
“Naquele momento, aquele cansaço extremo, deu lugar a uma felicidade, também extrema. E eu só pensava, como um detalhe pode fazer tanta diferença em uma semana tão incrivelmente conturbada?
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Expressando amor nas adversidades
“Tudo começou naquele dia… Sabe aquele dia que tudo fica de cabeça para baixo? Quando a situação sai do planejado e de uma certa forma, todo mundo fica desconfortável. O desconforto se transforma em irritação. A irritação gera ainda mais confusão… Pois é… Foi um dia assim.
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Aprendendo a me valorizar
“Me conta aí, você, mãe, já parou para pensar como você recebe elogios? Afinal, eu acredito que saber receber elogios é sinal que nos valorizamos, né? E quando nos valorizamos, estamos também, ensinando nossos filhos a se valorizarem, né? Bom, eu confesso que não sabia e estou começando a aprender agora.
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A pandemia e o medo de socializar
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Eu fico aqui, imaginando, os efeitos da pandemia aqui em casa, dentro da nosso lar. A pandemia, na minha percepção, trouxe acima de tudo o medo, né? O medo da morte, mas também o medo das relações sociais. Tão contrassenso a gente ter medo de relacionar com as pessoas, né?
Mãe de todo mundo
Me vejo no papel de mãe dos meus irmãos, dos meus pais, do meu marido, e em alguns casos, até de alguns amigos mais próximos aos quais estimo.(…) Como é fácil, sair do meu papel de filha, irmã, esposa, amiga e migrar para o lugar de mãe… É claro, que eu também tenho minhas apostas pessoais ao ir para este lugar. A vontade de ser reconhecida, querida e amada como mãe