Luta diária contra preconceito

Meu sangue ferveu tanto que minha filha veio atrás de mim. Falei com elas, as duas crianças, que ele não era um bebê. Expliquei que dos outros não é legal. E que se a brincadeira delas deixou meu filho triste, então não é brincadeira. Finalizei explicando que ele é uma criança com autismo e perguntei se elas conheciam alguma outra criança parecida com ele.

A dualidade da maternidade

A cada dia, ao olhar para ele, sinto uma nova mudança, sutil, mas presente. E sinto o prazer e o orgulho de acompanhar cada modificação e testemunhar o garotinho bacana que ele está se formando. (…) E me vi (…) pensando no quanto às vezes não conseguimos aproveitar tanto quanto gostaríamos algumas fases dado o cansaço ou a correria que estamos vivendo.

A decisão de ter um único filho

Sou mãe de uma criança de 07 anos e com uma certa frequência me pego pensando em como será a vida do meu filho sem irmãos.(…) Quando sou honesta comigo mesma, talvez até pelo avançar da idade (já há um passo dos 40), o pensar em iniciar tudo novamente me traz um certo desespero, um sinal de que para mim já deu, está ótimo!!!Contudo, a meu ver, em todas as situações a algo único e indubitável: a genuína vontade de querer ter o filho. Para essa não há controvérsias, exceto caso coloquemos pesos alheios na nossa balança!

Família Colorida

“Hoje eu venho dividir com vocês a experiência de ser mãe preta, casada com homem branco e ter filhas coloridas… costumo brincar que somos um pequeno retrato do Brasil.(…)
Com esperança de que nós, brasileiros e brasileiras, possamos perceber que somos um país diverso, plural e lindo por essa mistura. Que possamos respeitar as diferenças e não negar nossas origens.”

Crianças e seus poderes

“Foi aí, que elas brincando na sala, chegaram pra mim e disseram “mãe, e se você pudesse escolher um super poder?” Eu disse: eu escolheria ter nascido rica, filhas.
Foi então que a mais velha disse “eu escolheria o poder de recompor florestas desmatadas” e a mais nova disse “eu escolheria o poder fazer crescer comida em todos os lugares” (…) Mal sabem elas que o maior super poder, elas já tem, é iluminar o nosso caminho de volta para si”

O tempo passa depressa

Sou mãe, ex presidiária. Há 10 anos fui presa e não quero falar o motivo. Minha filha tinha 2 anos e hoje ela tem 11 anos. Perdi a guarda dela. (…) O que eu deixo para as outras mães é que o tempo passa depressa. E que filho não é castigo e sim amor. Que nunca devemos falar que filho é peso, mesmo não sendo planejado.

Aqui começa a minha história

Com a perda da minha mãe, eu começo a minha história. (…) Me sentia incapaz de cuidar das minhas duas filhas. A perda dela mexeu comigo demais mesmo. Serviu de lição e eu me vi no papel de mãe e pai igual ela fazia para as minhas filhas. Hoje sei que sou uma mulher guerreira igual a ela.

Quando a gente pulsa, a gente tá junto.

“É engraçado como nós, mães, estamos sempre no papel de ensinar aos olhos dos outros, mas pelo menos na minha experiência eu aprendo tanto quanto ensino. (…) A clareza do pensamento ainda que parecesse confuso, me deixou muito reflexiva, como pode alguém tão pequena saber tanto e perceber tanto?