Conselheiro Lafaiete, 10 de março de 2024
Olá, mamães
“Mamãe, isso não é um sonho? Eu estou muito feliz, mas estou com medo!”
Foram as palavras dele ontem enquanto íamos para sua primeira noite do pijama no tatame… Para contextualizar, meu filho é autista.
A mudança de rotina é um desafio por aqui e meu filho só tinha dormido fora de casa sem mim na casa da minha mãe e na casa da Dindinha dele, nunca na casa ou em qualquer outro lugar sem mim, mas quando teve a oportunidade, a iniciativa incrível e corajosa dos Senseis nós em momento algum falamos que ele não iria e o limitamos, claro o coração ficou apertadinho, mas confiamos no trabalho incrível que todos na academia fazem e principalmente no acolhimento e na inclusão de fato!
Todo mundo sabe que trabalho com a inclusão diariamente, hoje posso falar que vivo a inclusão no pessoal, profissional e nos estudos e estou para falar com vocês que a inclusão realmente acontece de fato no tatame…
Meu filho teve dificuldade para dormir e a minha primeira fala foi “Sensei, você quer que eu busque?” Infelizmente nós famílias atípicas lidamos muito com o “você pode vir buscar?” mas a Sensei antes de qualquer formação tem empatia e entendeu o momento dele deitou com ele, ele pediu para ela rezar com ele, assim ela fez e ele conseguiu!!!!!
Sim, mais uma superação meu filho, mais uma de tantas que ainda vão vir, te ver com tamanha autonomia de decidir ficar com seus amigos até de manhã e conseguir mesmo superando tudo que eu nem imagino que passa nessa cabecinha acelerada é motivo, sim, de comemorar.
Eu e meu companheiro fomos buscar ele e foi difícil controlar a emoção, claro eu não controlei rsrs e ainda quando eu ia chegando encontro a amiga dele descendo com seus pais e ela me fala “eu dormi no karatê Rel”, ahhh Querida menina quanto orgulho de você também meu amor!!! Sei do empenho da sua família para que você consiga sempre o que você quiser!!!
Vocês são demais!!!!
Filho, tenho certeza que eu, seu pai e sua irmã estamos no caminho certo e sempre estaremos com você em todos os desafios!
Sou mãe atípica, tenho 43 anos de um filho autista com 7 e uma filha de 21 anos.
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