A maternidade me salvou

No dia de hoje, eu tenho o objetivo de sair e me tornar uma pessoa melhor. Quero ser motivo de orgulho para minha filha e para mim também.

Os medos da maternidade atípica

No ultrassom de translucência nucal recebi a temida notícia. “Sua filha tem uma pequena alteração na nuca e isso pode ser resultado de uma síndrome, provavelmente uma síndrome de down”. O meu mundo caiu. Afinal, qual mãe deseja ter um filho com deficiência? Não me julguem, mas todas nós sonhamos com uma gestação linda e saudável.

O começo de uma maratona

“Naquele momento, deixei de ser filha para me tornar mãe! Tinha 21 anos. O que fazer?
Não foram poucas às vezes chorar com ela, afinal, não havia trazido ao mundo, a tão sonhada bebe para chorar e sofrer, concordam? Fomos as duas, descobrindo juntas, como é ser mãe, pois até então não sabia como era ter uma filha de verdade. A experiência foi nos ensinando e aqui estamos. Foi o melhor empreendimento da minha vida!”

O medo de não poder ser mãe

Cada mês um novo atraso, um novo teste, e muito choro após cada resultado negativo. Eu rezava, conversava com Deus, dizia do meu desejo de ser mãe e pedia a Nossa Senhora para me ajudar a ficar tranquila. No 6º mês a menstruação simplesmente não veio. Pensei, dessa vez é. Fiquei feliz. (…) Corri e marquei logo a consulta. (…) E pra minha tristeza e angústia, mais um resultado negativo.

Carta ao Bem

Ah! Meu filho, apesar dos muitos desafios que a vida nos apresenta, a sua gestação transcorreu relativamente tranquila. Estive com o corpo saudável na maior parte do tempo, mas minha cabeça trazia o medo de te perder, como aconteceu na minha primeira gestação. Janaína, 37 anos, mãe de três com 6, 4 e 4 anos.

Os choros e os seus significados

Após o parto, a enfermeira a trouxe para que eu a conhecesse e, ao vê-la pela primeira vez, ela se aconchegou no meu pescoço. Justamente neste momento, pela primeira vez, choramos juntas. Um choro de alívio, de alegria, de amor, de conquista e de realização.