Mas percebi que meu medo inicial,
na fase do diagnóstico da Júlia,
Era tão grande quanto o que, hoje, me move a lutar
Todos os dias por ela.
Mas percebi que meu medo inicial,
na fase do diagnóstico da Júlia,
Era tão grande quanto o que, hoje, me move a lutar
Todos os dias por ela.
Quem sou eu, realmente? Sou uma mulher que corre atrás dos objetivos e vou colocar em prática o que venho adiando por muito tempo.
Minha mãe estava em casa na época e ela dizia que asia era normal, devido à quantidade de cabelo que a criança tinha. Porém, eu sentia dentro do meu coração que aquela asia, em específico, não era normal, pois estava muito forte.
E hoje eu sinto que comecei meu processo de adoecimento mental. Estou exausta. Estou cansada. O corpo sente esse peso. O corpo fica dolorido e alma doe.
Gente, eu luto com os sintomas de TDAH desde que me entendo por gente e nesse momento estou passando por um período de grande desregulação emocional. Eu preciso trabalhar os 3 turnos para receber cerca de 2 mil reais e a psiquiatra teve a cara de pau de me mandar trabalhar menos. É foda lidar com quem não tem consciência de classe social.
Meu sangue ferveu tanto que minha filha veio atrás de mim. Falei com elas, as duas crianças, que ele não era um bebê. Expliquei que dos outros não é legal. E que se a brincadeira delas deixou meu filho triste, então não é brincadeira. Finalizei explicando que ele é uma criança com autismo e perguntei se elas conheciam alguma outra criança parecida com ele.
Mamãe isso não é um sonho ? Eu estou muito feliz mas estou com medo !” Foram as palavras dele ontem enquanto íamos para sua primeira noite do pijama no tatame …. Para contextualizar, meu filho é autista.
No ultrassom de translucência nucal recebi a temida notícia. “Sua filha tem uma pequena alteração na nuca e isso pode ser resultado de uma síndrome, provavelmente uma síndrome de down”. O meu mundo caiu. Afinal, qual mãe deseja ter um filho com deficiência? Não me julguem, mas todas nós sonhamos com uma gestação linda e saudável.