Luta diária contra preconceito

Meu sangue ferveu tanto que minha filha veio atrás de mim. Falei com elas, as duas crianças, que ele não era um bebê. Expliquei que dos outros não é legal. E que se a brincadeira delas deixou meu filho triste, então não é brincadeira. Finalizei explicando que ele é uma criança com autismo e perguntei se elas conheciam alguma outra criança parecida com ele.

Meu pai me ensinou a ser sapatão…

E seguimos a vida, na adolescência eu me descobri lésbica, porém sem coragem de contar para a família tinha medo de decepcioná-los. Meu pai sempre teve muito orgulho de mim e eu um amor incondicional por ele, na verdade, ele sempre soube quem eu era. Tanto ele como minha mãe, e ele sempre repetia que eu poderia ser o que eu quisesse ser, só não deveria nunca abaixar minha cabeça e aceitar menos do que eu mereceria.

Família Colorida

“Hoje eu venho dividir com vocês a experiência de ser mãe preta, casada com homem branco e ter filhas coloridas… costumo brincar que somos um pequeno retrato do Brasil.(…)
Com esperança de que nós, brasileiros e brasileiras, possamos perceber que somos um país diverso, plural e lindo por essa mistura. Que possamos respeitar as diferenças e não negar nossas origens.”