Não romantizo a maternidade

Conselheiro Lafaiete, 03 de julho de 2024

Eu não romantizo a maternidade e não falo só da parte boa, pois a parte ruim existe e é significativa.

Vão existir dias de choros, mas existirão dias de alegrias e ser mãe tanto atípica quanto típicas não é fácil. Precisamos de uma rede de apoio, precisamos de empatia, de cuidados e de sermos ouvidas.

Fui mãe pela primeira vez aos 16 anos de um menino, com 20 anos tive meu segundo filho, mas por consequências do destino ele faleceu com 19 dias de vida. Foi a maior dor que senti em minha vida 😢. Passando poucos meses após a morte dele, engravidei novamente e, com 20 anos, tive a minha terceira gestação e desta vez era uma menina. Minha filha foi diagnosticada com a deficiência intelectual.

Sabe aquele susto e desespero, algo que você não sabe explicar? Sabe aquele momento que faz você pensar: Senhor, por que eu? Não fui preparada para uma maternidade atípica? Mas ela era real e eu não poderia fugir. Na sequência, aos 23 anos, outra gestação e dessa vez outro menino.

Em resumo, eu tinha 23 anos, três filhos e muitas adversidades, precisei abrir mão dos meus sonhos pessoais para cuidar deles. Foi muito difícil e ainda é, mas a verdade é que todos esses desafios me fortaleceram.

Meus filhos são o bem mais precioso que eu tenho, as pessoas responsáveis pelo meu amadurecimento e crescimento e, apesar de às vezes eu pensar como tudo seria mais fácil se a minha vida fosse mais “normal”, eu não seria quem sou sem eles❤.

Hoje, meus filhos já são adolescentes.

Tem um de 20 anos (casado e já é pai), a menina de 16 anos e o mais novo tem 13 anos e eu tenho 37 anos.


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