Minha construção em 2021

Conselheiro Lafaiete, 16 de dezembro de 2021

Querida mamãe,

Com muito carinho e gratidão escrevo hoje essa carta. Meu coração transborda de alegria em saber que essa é a quadragésima oitava carta publicada. Sabe a primeira coisa que faço no início do meu trabalho toda quinta-feira? Acendo uma vela perfumada, sento-me confortavelmente, fecho os olhos e ouço as cartas da semana. E sabe por quê? Como um presente, ao ouvir cada uma das cartas, sinto o meu mundo expandir e nessa expansão aprendo, me encontro, me emociono, me curo e me encanto com tantas histórias reais.

Ao parar e pensar sobre a minha experiência a partir desse projeto, compreendo o quanto é importante e desafiador jogar luz para a minha história, retratadas nas 16 cartas que escrevi. E sinceramente, adoro reconhecer e acolher a mãe que fui e sentir a transformação acontecendo a cada vez que ouso sentar para refletir, me conscientizar e eternizar minha história através da escrita. Além de construindo a cada oportunidade a minha humanidade materna, com meus inúmeros erros e acertos dessa jornada eterna.

Mas também quero dividir com você o que eu aprendi de especial com cada mãe, que se aventurou neste movimento durante 2021 através de suas cartas.

Com Vanessa compreendi a importância de entender os sinais e a força da natureza. A Luciana Marques me mostrou a delicadeza e importância que o convívio com os avós promove em todos os envolvidos, a sabedoria daqueles que viveram mais que eu, principalmente neste tempo de pandemia. Com a minha mãe, Vanda, foram muitos ensinamentos… Afinal mãe é mãe e ouvi-la como companheira de maternidade, não teve preço… Com ela, compreendi um pouco mais sobre a força da fé, acreditar sempre. A Lílan reforçou a importância de reconhecer nas minhas filhas a individualidade de cada uma. A Nilzete me mostrou como a maternidade salva vidas quando ela percebeu que sim, deu conta dessa desafiadora tarefa. A Lígia me alertou que podemos ouvir notícias interessantes de pessoas mais inusitadas, quando se trata do universo da criação. Buscar olhar as situações pelos olhos dos filhos pode ser transformador, foi o que aprendi com a Aline e as experiências da Flávia Gomes reforçaram que é possível levantar, recomeçar e vencer, mesmo diante das situações mais complicadas e complexas. A Geisiane (Gê) me ensinou a ver as mudanças sobre o prisma do aprendizado, principalmente nas dificuldades e a Gisele (Diva) que cara fechada pode ser muito mais que fome. A Aline Andrade me relembrou da conexão entre mãe e filha no útero e a Fabrizzia de que momentos difíceis podem gerar aproximações de vida inteira e que existem anjos e eles atuam quando mais precisamos. A Eva (Evita) sutilmente me despertou sobre a importância de respeitar as escolhas dos nossos filhos e a Muryel de como a maternidade pode me fazer florescer como a filha que sou. A tia Suzana ressalva que a força de uma mãe forte, se reflete sim, em mim, sua filha e esse talvez seja o poder da nossa ancestralidade e a Tia Cléia que a maternidade traz consigo vários momentos ninho vazio, que preciso reconhecer para conseguir acolher. A Joelma exemplificou que vontade e persistência movem montanhas e a Luciana Marcelino que as vezes nos perdemos de nós mesmas nesta jornada, e que o resgate, as vezes é confuso, mas muito reconfortante…

Com as colegas de projeto Silvia, Luciana Marques, Gisele Diva, Vanessa, Isabela, Maria Luiza e Anna Clara que sim, a diversidade é a nossa força… E que é preciso, acima de tudo, compreender a diversidade nas diferentes formas de viver a maternagem, pois não existe um caminho único e certo.

Contudo, a mãe que sou hoje está longe de ser a mãe que fui em maio de 2021 quando idealizei o blog. E quase enlouqueço de imaginar o potencial transformador dessa apaixonante rede de mulheres mães em construção em mim, nos próximos anos.

Com muita gratidão, me despeço na esperança de que o próximo ano, eu não consiga sintetizar em uma única carta os aprendizados decorrente dessa sensacional rede.

Receba meu abraço fraterno,

Nívea Viana, 44 anos, mãe de Isabela 13 anos e Maria Luisa, 11 anos. 


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