Conselheiro Lafaiete, 13 de setembro de 2021.
Estava eu vivendo e apreciando a experiência de ser mãe, minha filha tinha completado 1 ano de idade, tinha a família toda perto de mim, pois morava perto dos meus pais e irmãs, tudo tranquilo até aí.
Quando um belo dia meu marido chegou do trabalho com uma novidade, contando-me que recebeu uma proposta de transferência para outro estado, pois precisaríamos decidir rápido, isso aconteceria em apenas 2 meses.
Foi então que começou toda mudança na minha vida, não só em relação a parte material (mudar de casa, moveis etc.) Mas também começou a minha mudança pessoal e emocional. Pois eu nunca tinha saído de perto da minha família assim, não sabia lidar com isso.
Levamos uns 6 meses nessa transição para realmente nos mudar, o que me custou muitas lagrimas, ansiedades, preocupações, medos e curiosidades, por que não?
Mas lá estava eu, aprendendo a ser mãe, com uma criança de 1 ano e meio no colo, ainda em processo de desmame, num lugar totalmente desconhecido, com pessoas desconhecidas e sem toda aquela rede de apoio que sempre tive comigo. Tudo muito novo!
Como foi difícil, acredito ter sido até hoje a fase mais difícil da minha vida. Como ia conseguir dar conta disso tudo… sem minha rede apoio. Nos primeiros dias e meses, foram muitos choros, muitas ligações, desesperos, saudades e muito aprendizado. Aos poucos, fui aceitando, aprendendo, crescendo, me familiarizando com essa nova realidade e rotina, novos ares e as novas amizades.
Anos depois, continuo sem a minha rede de apoio, pois fez e ainda faz muita falta para nós, sentimos muitas saudades também, mas hoje, já adaptada a essa mudança e mais madura, consigo olhar para trás e perceber que valeu a pena, não só por ter me tornado uma mãe mais forte, mas por perceber também que me tornei uma mulher mais segura.
Geisiane, 38 anos, baiana, mãe de Malu com 5 anos.
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