Mariana, 30 de agosto de 2021.
Leveza… uma palavra deliciosa de se dizer e ainda mais de se praticar!
A falta de leveza deixa nossa vida mais dura, rígida e pesada. Como é gostoso e acolhedor conviver com pessoas leves.
Em tempos de tanta comparação e disputa, provocada principalmente pelas redes sociais, onde a busca por ser visto, seguido e curtido, é quase um imperativo, a ansiedade ganha espaço, e a leveza da apreciação do que é teoricamente “simples” torna-se escassa.
O uso das mídias, de forma constante, ao longo do dia, parece encurtar o tempo. A mente, por vezes acelerada, parece querer sempre mais e aquilo que, está à nossa frente, infelizmente deixa de ser visto.
No tempo encurtado, o espaço de acolhimento entre pais e filhos pode tornar-se um pouco áspero… Às vezes por falta de atenção plena, às vezes por pensamentos direcionados a outros assuntos, às vezes pela busca do descanso em meio ao excesso de informações.
Neste contexto, é inspiradora a forma leve como os avós dedicam-se aos seus segundos filhos. Desprovidos da necessidade de “correr” e de educar (no sentido mais rígido da palavra), deleitam-se ao desfrutarem plenamente da presença de seus netos.
São verdadeiros amigos, dão colo, chamego, ouvido, dedicação plena. Transformam situações inicialmente complicadas em algo tranquilo de se resolver. Afinal, não levam tudo a ferro e fogo, pois entenderam, no seu mais longo caminhar, que muito do que nos desgasta pode ser revisto, reconsiderado e redimensionado.
Eles desconstroem a intransigência! Trazem docilidade no tratar! Ouvem com atenção! Interessam-se genuinamente pelo o que os netos tem a dizer! E mostram-se gratos, surpresos e admirados com o que recebem!
Sou imensamente grata pela possibilidade do meu filho poder conviver com os 04 avós. Eles trazem mais luz e leveza aos nossos dias….
E em tempos de distanciamento físico e, por vezes, emocional, nos mostram cotidianamente que a grandiosidade da vida está no VIVER:
Como diz a sábia Germaine Tillwitz:
“Mais um dia!
Mais um abraço!
Mais um Eu te Amo!
Mais um passo para qualquer tarefa a ser realizada!
Mais um…. Mais um…. Até que seja o último.
E a magia está em entender que não sabemos quando será a última vez!”
Luciana Marques, 37 anos
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