Conselheiro Lafaiete, 24 de fevereiro de 2026
Eu fui presa quando meu filho tinha 5 anos e minha filha, 3. No começo, não imaginava que eu ficaria reclusa tanto tempo, sem minha liberdade e longe da minha família. Depois de um ano e 11 meses, ao reencontrar meus filhos, tomei um choque de realidade ao ver o quanto eles cresceram e se desenvolveram. Ambos são portadores de Transtorno do Espectro Autista.
Em determinado tempo da visita, meu filho falou: “Mãe, vou ao banheiro e, quando voltar, tomo refrigerante”, e saiu. Imediatamente, corri e enchi o copo dele. O pai dele, ao ver minha reação, vira e me fala: “Ei, ele só quer mostrar que ele já sabe abrir a garrafa e pôr no copo sozinho.”
Eu levei um impacto, pois me toquei de que eu precisava reaprender a conhecê-los, pois as coisas já não estavam como eu deixei e que ambos já haviam evoluído e eu precisava saber lidar com tantas novidades.
Estou recuperanda da APAC, sou mãe atípica, tenho 27 anos e filhos com 7 e 5 anos, ambos autistas.
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