Conselheiro Lafaiete, 01 de outubro de 2025
Queridas leitoras e leitores
Hoje gostaria de compartilhar com vocês uma história que abriu meus horizontes.
Desde pequena eu sempre tive muito medo do futuro e durante muito tempo eu não tinha a mínima ideia do que eu gostaria de fazer como trabalho. Nessa época, mesmo mais nova, no oitavo ano ainda, eu me preocupava muito em como eu iria escolher uma faculdade, um curso, um trabalho e viver nisso para sempre. E se eu não gostasse? E se eu mudasse de ideia? Acho que meu maior medo nisso tudo era não me sentir feliz e realizada.
Mas, de uns anos para cá, essa perspectiva vem mudando. Minha mãe, há alguns anos, fez uma transição de carreira, ela foi de engenheira geológica para estudante de psicologia. Pois é, uma mudança enorme. Quando ela iniciou esse processo, para mim foi ótimo, ela saiu da empresa em que trabalhava o dia inteiro e passou a ficar mais tempo comigo e com a minha irmã.
Com o tempo, fui percebendo que essa escolha dela me ajudou em muitos outros sentidos, bem mais profundos. Passando mais tempo com a gente, nós nos conectamos mais com ela, e agora, eu a entendo bem mais. Mas vai além disso… Eu tinha muita curiosidade sobre o porquê dela ter mudado tão drasticamente de carreira, e sempre assumi que é porque ela não gostava do que fazia antes. Entretanto, conversando com ela, me surpreendi, ela me disse que, na verdade, ela foi muito feliz e realizada na geologia, mas chegou um ponto que ela não se identificava mais com aquilo, e quis mudar. Simples assim.
Essa simples fala mudou completamente a forma como eu passei a ver o meu futuro. Ele não é um caminho único, existem infinitas possibilidades do que eu posso ser e infinitas maneiras de chegar onde eu quero. Posso me sentir realizada de várias maneiras diferentes dependendo da fase da minha vida. A gente cresce, amadurece, os pensamentos mudam, e está tudo certo. A minha vida é única, e é só minha, então que eu erre, recomece, aprenda, estude, volte atrás se necessário, mas que eu nunca esqueça de ser quem eu sou, e nunca deixe de ser feliz.
Para finalizar, gostaria de agradecer meu pai, sem ele e todo o esforço que ele faz por todas nós, nada disso seria possível, então, obrigada papai!
Com amor,
Tenho 17 anos e sou a filha mais velha de uma mãe de 48 anos e um pai de 49 anos
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