O amor de mãe vai muito além do sangue

Congonhas, 8 de julho de 2025

Eu acho o sentimento de ser mãe um dos mais puros que existem. Gosto sempre de frisar que não é porque uma mulher gerou o filho que, necessariamente, ela se considera mãe. É claro que, na gestação e até mesmo quando o filho nasce, a mulher sente uma emoção pela criança — mas cada mãe tem seu tempo, e suas emoções não são iguais.

O ponto que quero deixar claro é que a mulher não precisa ter gestado a criança para se sentir mãe. Esse sentimento vem com o tempo, com as experiências e, acima de tudo, com o amor — da mãe para o filho e do filho para a mãe. 

O amor de mãe é um dos sentimentos mais puros que existem. É até meio doido, porque, independentemente das dificuldades, a mãe sempre vai pensar primeiro na integridade, segurança e conforto do filho. E fica mais doido ainda quando percebemos que esse sentimento ultrapassa a nossa espécie: gatos, cachorros, galinhas… Nas mais diversas formas de vida, a mãe protege, cuida e dá tudo de si — mesmo que isso a prejudique. 

Claro, existem exceções. Por isso existem as adoções. Às vezes, a genitora não tem condições de criar um filho, e isso envolve assuntos complexos, como a desigualdade social. 

As mães não são perfeitas — pelo contrário. Elas estão aprendendo, porque cada filho é uma experiência única, especial e diferente. E, além disso, cada ser humano tem seus próprios problemas. Com as mães, não é diferente.

 A sociedade, desde os primórdios, colocou a mulher — especialmente a mãe — como uma espécie de super-heroína que tem que dar conta de tudo, 24 horas por dia, sem descanso, sem espaço para viver. Mas não tem que ser assim. Nós, enquanto filhos, precisamos ajudar nossas mães — por gentileza, empatia e amor. 

Eu tenho muito orgulho da minha mãe, Marilda. Ela é a personificação da gentileza, da esperança, da fé e da empatia. Valorizo muito a sua história de vida, que não foi fácil, mas que ela venceu — e continua vencendo. Porque ela é uma batalhadora. É a minha maior inspiração como pessoa. Tudo o que aprendi — minhas ideias, meus valores, quem eu sou — veio dela. 

Como filho, tenho medo de perdê-la um dia. Sei que isso vai acontecer, mas não estou preparado. Não sei como seria minha vida sem ela. E olha, a gente briga bastante às vezes (risos), o que é super normal. Mas o sentimento que temos, esse laço, sempre fala mais alto. Me sinto muito honrado por participar deste projeto ao lado de tantas pessoas incríveis. Como alguém muito humano e sentimentalista, acredito profundamente que iniciativas assim mudam a forma como enxergamos o mundo. E, pouco a pouco, caminhamos para um mundo melhor, mais empático, harmonioso e feliz. 

Sou um filho de 19 anos e integrante do projeto


GOSTOU DA CARTA E QUER ENVIAR UMA PRA GENTE?


Descubra mais sobre Diário da Mãe em Construção

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário