Conselheiro Lafaiete, 20 de maio de 2025
Eu fui uma pessoa muito difícil até os meus 12 anos. Aos 14 anos engravidei, tudo planejado, porém, quando estava completando 6 meses de gestação, o pai da criança me empurrou da escada, caí e, como consequência perdemos o bebê. Eu fiquei muito chateada, não queria engravidar de novo. Porém, ao ver todas aquelas mulheres com seus filhos no colo e eu com o meu bebê morto, eu fui mudando de ideia.
Após mais ou menos um ano do ocorrido, eu engravidei novamente e veio uma menina linda que hoje tem 13 anos. Ela é a razão da minha vida. Todo final de semana, ela vem me ver e falar que me ama. Cada dia aqui é um recomeço. Ela e minha mãe são meus bens mais preciosos.
Eu tenho vários sonhos, quero ser mãe novamente e, se for menino, colocarei o nome de Gabriel. Quero fazer enfermagem ou assistência social e ter uma organização não governamental (ONG) para ajudar os moradores de rua e todos os necessitados.
Hoje, sou muito grata a Deus por ter uma filha, pois ela me dá força a cada dia, e se não fosse por ela, eu acho que nem aqui eu estaria. Felizmente, vim parar aqui na APAC (Associação de Proteção e Apoio aos Condenados) e tenho um novo recomeço, buscando a mudança de vida.
Quero ser uma mãe melhor do que fui um dia, na fé de Deus. Estou saindo daqui para virar a chave para o sucesso e para a liberdade.
Estou recuperanda da APAC, tenho 30 anos e uma filha de 13 anos.
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