Conselheiro Lafaiete, 18 de abril de 2025
Queridos leitores.
Eu me recordo da minha mãe, na minha infância. Meu pai era muito rígido, tudo com ele era bem certinho, e às vezes, nós, eu e meus irmãos aprontávamos muito na escola. Naquela época, apanhávamos muito dos professores e também em casa. A mamãe ficava triste e, quando ela ia para a roça trabalhar, ela nos consolava em um banco de madeira debaixo da mangueira. Ela sentava no meio e cada um de nós deitava de alguma forma no colo dela para ela fazer carinho nas nossas cabeças. Era tão bom que a gente esquecia das palmadas do nosso querido papai.
E quando ele chegava também da roça, trazia um monte de bala nos bolsos e nos chamava assim: “Ei, crianças, trouxe balas para vocês”. Hoje eu entendo, era a maneira que ela tinha para demonstrar o amor que ele sentia por nós. Naquela época, não existia o diálogo como entendimento.
Mas eu não fiz o mesmo aos meus queridos filhos, filhas, netos e netas. Hoje é uma nova geração, mas acho que não mudou muitas coisas para certas pessoas.
Estou recuperanda na APAC.
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