Conselheiro Lafaiete, 21 de janeiro de 2025
Sabe, quando eu tinha por volta de 11 anos, comecei a ajudar a minha mãe, pois tinha uma irmã mais nova. Um dia, passamos em frente a uma loja, uns quatro meses antes do Natal, e a minha irmã disse:
– Mamãe, me dá uma cozinha?
Me lembro até hoje da nossa situação, meu pai como sempre desempregado e minha mãe apertada. Então ela disse para minha irmã que futuramente daria.
Eu tinha uma caixinha onde eu guardava o dinheiro que sobrava das ajudas para minha mãe e deste dia, até o fim do ano, eu juntei a quantia quase certa do preço da cozinha, com a diferença de apenas R$3,00.
Então, peguei o dinheiro e fui para a loja. Estava passando um moço, pedi sua ajuda e ele me ajudou. Acredito que Deus me amparou naquele momento.
Fui correndo para o serviço onde minha mãe trabalhava com o pacotão de presente. No fim da tarde, fomos embora. A chuva vinha e o ônibus parava a três quadras da minha casa na época. Foi uma aventura correr com aquele pacotão nas mãos para chegar em casa, em estragar o embrulho.
Chegando lá, tirei a sacola e deixei só o embrulho e minha irmã perguntou:
– O que é isso?
Eu disse apenas, não sei…
Então ela foi com tudo, abriu o embrulho e neste momento, foi a maior alegria ver o seu sorriso.
Atualmente, me encontro recuperanda da APAC.
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