Mariana. 19 de dezembro de 2024.
Querida mãe em construção, espero encontrá-la bem.
Hoje escrevo de uma forma um tanto reflexiva, talvez mais do que das outras vezes. Este foi um ano que, como aparece nos memes, “o bagulho foi louco” rs. Vivi mais intensamente a minha maternidade do que em outros anos, acredito eu. Passamos por coisas inimagináveis, relações com meus filhos que me levaram do céu ao inferno em alguns momentos, e não estou sendo dramática, realmente a vida fez questão de me colocar, literalmente, a prova.
Neste ano, eu chorei muitas vezes, ora de muita felicidade e orgulho, ora de muita decepção e tristeza. Tive perdas que ainda dói quando penso, momentos doloridos que me fizeram questionar a minha maternidade e por vezes me perguntei: Onde foi que eu errei?
Mas também vivi momentos me fizeram achar que eu sou uma mãe muito top, daquelas fodásticas, sabe?! Aquele tipo de mãe que merecem aparecer no jornal da Globo rs.
Esse foi o ano que vi Deus me frear de maneiras inusitadas para que eu desacelerasse. Fui freada através da dor, de quedas, físicas e emocionais, que me forçaram a parar e colocar o oxigênio em mim primeiro, pois só assim eu conseguiria ajudar aqueles que tanto amo.
Os meus filhos, com certeza são as minhas melhores partes, mas hoje com um rapaz de quase 22 e uma moça de 18, as coisas não saem mais tão como eu gostaria, pois eles já têm a rédea das suas vidas em mãos, apesar de que nunca deixarão de ser meu menino e minha menina, meus filhotinhos, minhas crias rs, não posso fingir que ainda posso tomar a decisão por eles, mesmo quando erram, caem, sofrem ou se machucam com as quedas da vida. Estamos vivendo uma fase mãe e filhos que preciso deixar que cresçam e arquem com seus erros, claro que nunca deixarei de orientá-los, de amá-los, muito menos deixarei de sofrer com suas derrotas ou vibrar com suas vitórias, serão meus para todo sempre.
Mas eu preciso entender que agora são também do mundo, estão trilhando seus caminhos e apesar dos percalços vejo que fizemos um bom trabalho. Vão ter erros, vão ter acertos, mas em todos eles terão em mim e em meu marido o porto seguro para voltarem sempre para acalmar a alma e recarregar as energias.
Engraçado é que durante esse ano tive a certeza que não apenas nós, os pais são o porto seguro dos filhos, pois por vezes eles também são nosso porto seguro e nos curam por vezes de dores que nem foram eles que causaram.
A palavra dessa retrospectiva é GRATIDÃO! Gratidão pelos erros, acertos, dores e alegrias. Gratidão por termos aprendido com as dificuldades, superado os dias ruins e compartilhado os dias bons com muito amor, acolhimento e resiliência.
Desejo que ano que vem em diante, possamos continuar sendo os portos seguros dos nossos filhos e eles os nossos, desejo que dias melhores venham, mas quanto os difíceis surgirem que possamos nos lembrar que tudo passa e que juntos daqueles que amamos a vida se torna infinitamente mais linda de ser vivida.
Desejo a todas nós, mãe em construção, que possamos nos priorizar para que possamos estar bem para cuidar dos nossos. Que possamos ter sempre “coragem para viver e força para continuar”
Abraços fraternos, de uma mãe em construção de 45 anos, mãe de dois lindos jovens em construção, uma de 18 e outro de 21 anos.
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