Ouro Preto, 11 de outubro
O fato de ter que escolher entre ir em um local, sem vontade ou ir ao encontro de pessoas que me fazem bem… Mas a educação que recebi, o não querer holofotes sobre a gente, muitas vezes nos faz moldar e nos afrontar fazendo o que a gente não quer…
Estranho gostar das pessoas, mas ter repulsa da sua fala egocêntrica, machista e até mesmo racista.
Me deparar com ressalvas e receio de compartilhar algo que não me faz evoluir, me faz muito mal! Desisto!
Afinal já tenho mais de sessenta anos e não preciso mais disso. Nunca precisei e ninguém precisa! O fato de buscar se amar mais, se respeitar nos faz ver além da caixinha e com isso posso decidir onde, quando, como, para onde eu quero ir, sem sofrimento, sem ajustes, sem compromisso com o perdoar para não deixar explícito a insatisfação. E ser deselegante! … Superar é fundamental!
Acredito que temos um percurso na vida baseado nas escolhas que fazemos no momento presente e com o passar dos anos, vamos distinguindo o que nos é valioso e o quanto somos quem somos. Criando, assim, caminhos menos pedregosos e mais profundos. Que nos levam a distâncias necessárias e encontros conectados com o coração.
E nessa perspectiva vamos somando com outras pessoas e fazendo da nossa família um elo cada vez mais forte, agregando mais.
A estranheza é um sacudir na alma, para buscarmos mais estratégias com a integração com os nossos propósitos.
Irene Ri, 64 anos. Mãe de uma filha de 36 anos e um filho de 34 anos.
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