Vida Plena

Itabira, 18 de setembro de 2024

E lá se vai mais um dia, dever cumprido.

Crianças na cama limpas e bem alimentadas,

Dia trabalhado, 

Conversas rasas, conversas profundas, 

Sorrisos, cafés, compras, 

Brincar, brincar, brincar. 

Quando finalmente as crianças dormem.

É banho, arrumar cozinha, guardar compras, 

Tocar violão? Dá também.

Dente escovado, água bebida.

 Agora é agradecer aos orixás, 

Fechar os olhos, esperar bons sonhos.

Acordar no meio da noite com alguma tossinha, algum choro, 

Implorar com toda a sua fé para que o pequeno durma logo. 

E ele, como que lendo seus pensamentos e categoricamente os ridicularizando, vai querer brincar, conversar, assistir TV ou apenas resmungar e resmungar. 

O melhor de tudo é que basta um sorriso sincero e puro.

Uma mirada despreocupada, um carinho, um toque, um nada

Para a gente querer tudo outra vez. 

Algum poeta poderia escrever 

Êta vida besta, meu Deus!

De cá eu prefiro:

Eta vida plena, meu Deus.

Tenho 42 anos e sou pai de duas crianças, com 8 e 6 anos.


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