Luta contra adoecimento mental

Conselheiro Lafaiete, 28 de setembro de 2024

E hoje eu sinto que comecei meu processo de adoecimento mental.

Estou exausta 

Estou cansada 

O corpo sente esse peso. O corpo fica dolorido e a alma dói. 

Eu luto todos os dias contra esse adoecimento. Luto com todas as minhas forças. Mantenho tudo que faz bem pro corpo e pra mente, mas às vezes a rotina me contamina e me pesa. Um peso estranho. Um peso emocional. Um peso dolorido. Percebi que não estou no meu funcionamento normal, então as coisas terão que mudar.

Acordo todos os dias às 5:30 da manhã e preparo o café. Preparo as crianças pra escola e preparo a mochila e o lanche das crianças.

6:40 tiro o carro da garagem pra levar as crianças pra escola. Às 7:40 da manhã estou em casa novamente e tomo um café. Às 8:30 me dirijo ao carro pra fazer compras pro meu estabelecimento e volto pra casa às 10:30. Preparo o almoço e às 11:30 vou buscar minha pequena escola. As crianças almoçam e às 13:30 saio de casa pra levar minha filha na terapia. Volto pra casa às 15:30, preparo o café e levo meu filho mais velho para a aula de inglês às 17:30. Às 19:00 busco meu filho no inglês ensino as atividades da minha filha mais nova. Às 21 horas abro o computador e tento colocar em dia os estudos da faculdade. Às 23:00 me sento na cama e olho um pouco o celular. Nesse momento escuto uma voz masculina gritar na cozinha. “Eu estou cansado e ela só fica no celular. Ela não move uma palha”.

Esqueci de mencionar que essa pessoa que não move uma palha sou eu. Esqueci de mencionar que nos intervalos dessa rotina que citei acima eu tenho os afazeres da casa e encaixo compromisso da associação a qual faço parte. Esqueci de mencionar que tento encaixar atividade física pra não enlouquecer. Esqueci de mencionar que essa rotina se refere a um dia da minha semana. Esqueci de mencionar que esse foi o dia da semana mais tranquilo. Então eu percebi. Eu realmente percebi que a voz masculina tinha razão.

Eu realmente não sou capaz de mover uma palha. Eu simplesmente estou movendo uma casa inteira e se deixar eu vou mover um mundo inteiro. Realmente uma palha e muito leve pra mim. E é isso. Haja terapia pra dar conta de me direcionar e não me deixar enlouquecer. Eu sigo assim. Lutando todos os dias…

Sou mãe atípica, tenho 44 anos, sou mãe de um filho com 14 anos e uma filha com 4 anos.


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