Não se desespere perante as dificuldades

Contagem, 22 de fevereiro de 2022

Oi, lindas mãezinhas,

Espero que vocês estejam bem.

Meu nome é Taynara, sou casada há 09 anos com o Jacson e sou mãe de duas crianças lindas: a Ana Júlia, de 07 anos, e o Alan, de 1 ano e 10 meses.

Desde já, agradeço à Nívea pelo convite e a vocês, que estão lendo e ouvindo o meu relato.

Vou contar um pouquinho da minha experiência como mãe, mais especificamente como mãe do Alan. Ele é um bebê muito especial, tão pequenino, mas tão vitorioso! Vocês entenderão porque escolhi relatar a minha experiência com ele.

A Ana Júlia nasceu em 2014, forte, linda, saudável e sempre foi assim. Ela é muito esperta e inteligente. Seu desenvolvimento sempre foi dentro do esperado. Quando tinha 4 anos começou a nos pedir um irmãozinho. E, como também era de nossa vontade, decidimos ter mais um filho.

Em 2019 engravidei do Alan. De acordo com o médico, pela primeira ultrassonografia, nasceria em maio de 2020. Tudo estava indo muito bem, pelo menos era o que nós pensávamos. Mas em janeiro de 2020, através de um exame, o médico detectou que o desenvolvimento dele não era compatível com a idade gestacional.

Então, fui encaminhada para um hospital com especialistas em medicina fetal. Foi quando começou toda a minha angústia. Estava grávida de cinco meses, e comecei a fazer consultas e exames semanais. Tive que ser afastada do trabalho, pois sou professora e deveria evitar o estresse para que o bebê ganhasse peso. Aos seis meses de gestação meu bebê ainda não pesava nem 400g, quando já deveria ter quase 800.

Foi então que os médicos me disseram que eu estava com insuficiência placentária, e por isso não passavam nutrientes necessários para o bebê. Isso ocasionou Restrição de Crescimento Intrauterino.

Para piorar, minha pressão arterial estava desregulada, estávamos no início da pandemia, eu morava em São Paulo, onde havia o maior número de casos de Covid no Brasil. Tive que internar para regular a pressão, e meus familiares não puderam ir nos ajudar. Nós pedimos que não fossem, para não expô-los ao risco de contrair a doença.

Com 36 semanas não deu mais para continuar. Os médicos decidiram fazer a cesárea, pois ele estava em sofrimento. Nasceu com 1,5kg, mesmo não sendo tão prematuro. Foi para UTI, onde ficou por um mês. Saiu do hospital no dia das mães, que foi o meu melhor presente.

Quando estava com 3 meses, teve que fazer uma cirurgia de urgência, de hérnia inguinal. Foi quando começou a descompensar, a desidratar. Vieram várias internações, e com 4 meses, meu filho ainda não pesava 4kg. Depois de 16 dias internado, no mesmo hospital onde fiz o pré-natal e onde ele nasceu, veio o diagnóstico: Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC).

Logo começou o tratamento, ainda internado, e foi encaminhado para especialistas da UNIFESP, onde faz o controle até hoje.

Conversando com os médicos, pesquisando e participando de um grupo de mães com filhos com a mesma doença pude entender melhor. É uma disfunção das glândulas adrenais, que faz com que elas não produzam hormônios que são essenciais à manutenção da vida. Mas, com tratamento, VIDA NORMAL.

No início o diagnóstico é desesperador, mas hoje entendo que é como um controle hormonal. Na diabetes, injeta-se insulina, e vida que segue. Na HAC, toma-se corticóides, e vida que segue também.

Graças a Deus, após iniciar o tratamento, meu bebê não descompensou, nem desidratou mais. É muito esperto, super inteligente e sapeca.

E atualmente, através do grupo de Whatsapp, tento ajudar outras mãezinhas com diagnóstico recente. As crianças com HAC levam uma vida normal.

Enfim, através deste relato espero ajudar alguém que esteja passando por momentos difíceis. Não se desespere, não desanime. Tenha fé, tente entender a situação e tudo dará certo. O que passei com o Alan foi o pior momento da minha vida. Mas agora passo os melhores com minha família completa. Ele nos completou.

Desejo a todas as mãezinhas e família muita saúde e paz.

Abraços para todas!

Taynara Paiva Silva. 


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