Mariana, 15 de Janeiro de 2022
Nossa! Como a pandemia mudou nossas vidas e relações…
Tenho sentido, mais do que nunca, as pessoas cansadas. O pequeno respiro do fim de 2021, infelizmente, parece não estar sendo suficiente para nos trazer mais segurança, estabilidade e confiança de um futuro mais livre.
A nova onda da COVID-19 está a elevar bruscamente o número de casos, muitos que não haviam pegado nesses dois anos, agora estão pegando, e, neste cenário, talvez pela rapidez com que a doença se alastra, assistimos novamente a uma grande ocupação dos hospitais e várias cidades retornando à onda vermelha de restrições.
Como é ruim vivermos sempre com um fundinho de medo. Eu, com uma criança, ainda não vacinada, não consigo sentir-me tranquila para levar meu filho para a vida… Estar com as pessoas da família (não somente o núcleo mais próximo), os amigos (da escola e boas relações da vida), andar livre em qualquer lugar sem máscaras ao rosto, enfim, voltar a enxergar livremente os sorrisos!
É angustiante sentir uma sensação de insegurança a cada vez que vislumbramos ampliar os contatos: Devemos ou não ir? Será que é o momento certo? Será que posso esperar mais um pouco?
Existem decisões pessoais nas condutas… Alguns momentos de respiro… Mas é certo que ainda haverá um caminho a ser seguido e que não sabemos ao certo quando irá se abrandar.
Conversando outro dia com a filha adolescente de uma prima, que estuda em uma escola que não retornará às aulas presenciais devido ao agravamento de internações na cidade, ouvi sobre o seu cansaço, ansiedade e fadiga mental, o que, inclusive, a levou a buscar ajuda psicoterápica. Me vi reflexiva acerca de tudo o que as restrições de relacionamento têm causado, sobretudo, às nossas crianças e jovens, principalmente àquelas que mantiveram-se mais isoladas…
A intensa exposição aos aparelhos eletrônicos, tanto com a finalidade acadêmica quanto de entretenimento, está gerando impactos físicos e emocionais negativos na saúde de nossas crianças e jovens. Neste cenário, muitos pais e mães, veem-se de mãos atadas ou sem recursos suficientes para dar o suporte necessário, já que a sua rede de apoio, em meio as restrições sociais, está afastada, não sendo incomum que, muitas vezes, também estejam fatigados.
As trocas são fundamentais para que não deixemos a peteca cair!
Precisamos encontrar formas de nos reencontrarmos e àqueles que amamos para não cair na arriscada armadilha de nos acostumarmos com um novo estilo de vida, marcado pelo afastamento (físico e emocional).
Não podemos sucumbir à exaustão. Temos um mundo interno gigante e louco para aflorar na sua mais bela essência. Que os pequenos respiros de trocas maternas aqui no nosso Diário sejam gotas de esperança em nossos corações!
Luciana Marques, 37 anos, mãe do Caio de 05 anos.
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