Carta ao Bem

Ouro Preto, 03 de janeiro de 2022

Pensando em formas de começar essa prosa, penso sobre o sonho de ser ou não mãe. A maternidade nunca foi uma meta na minha vida, mas eu sabia que eu seria mãe, e que esse seria uma um novo capítulo da minha vida, pois sempre pensei na continuidade da minha família e da minha gente.

O processo da gravidez movimenta tanto a nossa vida e rotina e comigo não foi diferente. Nas consultas eu sempre convidava alguém para ir comigo e nessas oportunidades, pude ter minha Vovó Dindinha participando desse momento e ouvindo o coraçãozinho do meu Bem forte como uma escola de samba, éramos cúmplices. A Vovó Dindinha não conseguiu esperar a chegada do Bem, mas tenho a certeza de que ela iluminou o caminho para ele, como sempre fez para a gente em vida.

Ah! Meu Bem, apesar dos muitos desafios que a vida nos apresenta, a sua gestação transcorreu relativamente tranquila, estive com o corpo saudável na maior parte do tempo, mas minha cabeça trazia um medo de te perder como aconteceu na minha primeira gestação.

Eu não sabia o tamanho da transformação da minha vida, a única certeza que tinha era que eu queria você saudável em meus braços. Comecei a perceber sinais no meu corpo que poderiam ser de uma nova vida em mim, mas a certeza só viria depois do primeiro exame de imagem, pois a taxa hormonal não era mais suficiente para me tranquilizar.

O marido e eu, resolvemos não contar para ninguém desse nosso novo universo que estava dentro de mim. E, no primeiro ultrassom, com um receio tremendo do pior ter acontecido de novo, segurei a mão do meu companheiro, passei todas as informações ao médico e disse que não estava mais conseguindo sentir os sinais da gravidez no meu corpo. Tivemos um silencio ensurdecedor de uns 2 minutos que pareceram horas, até que o médico disse que você estava ali, nadando, com o coração batendo forte e rápido.

Quanta alegria! Revivo por palavras essa alegria de sua vida, meu Bem! A sua história continua e que história! A melhor história da minha vida!

Mas hoje, paro por aqui, com os olhos cheios de emoção e um sorriso largo no rosto…

Grécia, mãe do Bem, 1 ano. 


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