Mariana, 29 de setembro de 2021.
Por um longo período eu sentia que o positivo chegaria, mas até lá parecia uma eternidade e a espera foi carregada de momentos de expectativa, frustrações e reflexões. Um período que levou quase 2 anos (ou até um pouco mais… nos perdemos no tempo!), até que eu entendi que precisava de atitudes para buscar respostas para algumas perguntas que não estavam sendo respondidas.
Nesse meio do caminho muitas coisas aconteceram e algumas respostas vieram antes mesmo de perguntar ou buscar recursos, pois eu acredito que é assim que a natureza, Deus, a fé ou o universo, se manifesta quando estamos neste fluxo intenso de busca.
Eu sentia com o decorrer do tempo, aumentar a intensidade da certeza de que o momento tão sonhado estava se aproximando e foi então, em um domingo de dia das mães, que tudo mudou, e a espera, que até o momento era regada de expectativas, se tornou realidade e se transformou na mais doce espera.
Os três primeiros meses foram muito íntimos, pois guardamos a nossa espera conosco, e às vezes, em algumas situações com a família, eu e o Samuel nos olhávamos e ríamos como duas crianças quando estão escondendo algo.
Os enjoos tinham hora marcada, as posições para dormir já começavam a ficar difíceis e muitas vezes a insônia tomava conta, mas minha escolha foi de em todos esses momentos, sorrir, agradecer a Deus por tudo que sentia e direcionar ao bebê o quanto eu estava feliz por tê-lo comigo!
Muitas vezes eu tinha crise de riso em meio a uma crise de enjoo forte, tamanho era o meu anseio para que aquele momento chegasse… depois vieram as emoções de contar à todos e senti o quanto o gestar é conexão: comigo, meu ser e meu sentir, com o novo ser que habita em mim, com a fé e com as pessoas ao nosso redor e o quanto elas representam em nossas vidas. Então vieram os exames, ver o bebê se formando, ouvir o batimento do coraçãozinho e o tão esperado momento de saber se seria um menino ou uma menina e foi uma grande emoção quando descobrimos que nossa menininha havia chegado!
Eu e o papai havíamos conversado sobre os possíveis nomes uma única vez, mas a escolha foi por sintonia, quando depois de descobrir eu simplesmente disse ao Samuel que o nome Isa não me saía da cabeça e ele disse que também sentia a mesma coisa e a gente soube que seria então a nossa Isa (que tem um significado especial).
Entramos no 5º mês e já diziam que logo eu começaria a sentir a Isa e eu esperava muito por isso! Lembro de o médico comentar durante o ultrassom que a princípio seria quase imperceptível como o bater de asas de uma borboleta, mas ela me mostrou que era muito mais intenso e quando senti pela primeira vez fiquei horas sentada no sofá concentrada, emocionada e sorrindo.
Daí em diante virou rotina o nosso sentir, tornando nossa sintonia ainda mais forte a cada dia e é imediato a resposta quando simplesmente coloco a mão na barriga. Há poucos dias me olhei no espelho e brinquei que estava me sentindo uma árvore de tantas veias ramificadas aparentes, mas achei lindo e hoje com 24 semanas e 3 dias a doce espera me faz perceber o quanto somos enraizadas uma na outra.
Aline Andrade, à espera da Isa, 33 anos.
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