Presença: um legado deixado pelas crianças, especialmente na pandemia!

Mariana, 16 de setembro de 2021.

Como é encantador ficar admirando uma criança ser criança!

Parece redundante, mas para mim, ser criança é uma espécie de adjetivo, e significa entre tantos: autenticidade, naturalidade, presença, afago, alegria de viver.

As crianças são verdadeiramente presentes em tudo o que fazem. Dedicam-se plenamente ao objeto de sua atenção, seja ele qual for. Transitam com tamanha naturalidade pelos diferentes mundos. Interagem, sem amarras, com as diferentes idades e personalidades.

Recorrentemente fico paradinha admirando o tratar carinhoso do meu filho com os que o cercam…

É muito interessante como ele se aproxima de cada um da família, a eles proporcionando aquilo que nós, engessados pelas convenções ou amarras sociais, já não o fazemos mais: o aconchegar-se no sofá com os pezinhos colados nos pés dos avós; o deitar na cama dos tios para bater papo; o convite para que brinquem no seu quarto; os beijinhos e abraços calorosos de bom dia em todos que o cercam!

Mesmo em meio à correria, é difícil quem resista a tanto carinho e presença. E o retorno é incrível… Ver o vovô carrancudo se abrir em sorrisos e brincadeiras inovadoras. Ver as vovós empolgadas ensinando sobre as plantas prediletas. Ver os tios se acabando em abraços calorosos. Ver o papai se derretendo nos abraços matinais. E a mamãe enchendo-se de ternura com aquele “Eu te amo” não esperado. 

No mundo das redes sociais, as crianças, ainda não consumidas pelos holofotes midiáticos, são fonte de inspiração para nos dedicarmos a estar verdadeiramente presentes em cada momento que vivemos: de corpo, alma e pensamento.

O estado de não presença, infelizmente, altera a nossa percepção da vida e do mundo, gerando estados ansiosos ou de exagerada preocupação.

Na pandemia, com as nossas relações afetivas altamente comprometidas pelo distanciamento social, a presença real trazida pelo meu filho em cada momento, somada à alegria infantil de empolgar-se com as pequenas descobertas e à “ingenuidade” de quem ainda não tem a real dimensão do problema à nossa volta, revisitei em mim, por diversas vezes, a esperança trazida pelas ditas “pequenas” coisas. 

Haa…. como não são pequenas, mas sim GRANDIOSAS!

As crianças tem o dom de nos proporcionar um novo olhar sobre o mundo, sobre nós mesmos…. De revisitarmos nossa criança interior.

Que assim como elas, cultivemos o encantamento pela vida! 

Que nos permitamos ser carinhosos com àqueles que amamos!

Como diz o poeta:  “Eu fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita e é bonita!”.

Luciana Marques, 37 anos


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